
É muito desconfortável a situação do deputado federal Narciso Mendes (PPB). Ontem, em Brasília, a mais alta corte de Justiça do país manteve a decisão do Superior Tribunal Eleitoral, que determina a impugnação da candidatura do empresário.
Mas muito mais desconfortável ainda fica o cidadão com essas informações. Não é aceitável para um regime democrático que um homem que, segundo a Justiça, está à margem da lei possa exercer cargos públicos, principalmente funções relevantes como a de membro do Congresso Nacional.
Também não se aceita que este mesmo parlamentar, cidadão antes de mais nada, seja execrado publicamente sem que haja uma decisão final sobre sua situação.
Se Narciso Mendes tem culpa, que ele seja julgado e, se for o caso, cassado e enviado de volta para casa. Mas se não for, que se ponha fim a esse debate e pronto!
O que fica, a lição que se tira desse imbróglio é que, apesar dos avanços, o sistema democrático e de direito deste país ainda é incipiente.
A democracia que depôs um presidente da República por malversação de dinheiro público não consegue se livrar de um deputado embusteiro. A democracia tão sonhada ainda tem lances de uma republiqueta e não de um país que se pretende democrático e honesto.
Sinal de que, assim como nos casos da Previdência e do Sistema Tributário, as reformas Política e do Judiciário também são prioritárias. E urgentes!