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Rio Branco - Acre, sábado, 15 de março de 2003

Júri condena a um ano de cadeia
policial que matou criança a tiros

Acusado vai ficar em liberdade, mas terá que todos os dias estar em casa antes das 22 horas

J. Guimarães

Depois de passar mais de oito meses em prisão preventiva, acusado de matar a tiros de revólver Welesson Fernandes da Cunha, 11 anos, o soldado PM Edilson Silva da Costa foi condenado a um ano de prisão no regime aberto ontem à tarde pelo júri popular da comarca de Rio Branco.

Consta nos autos do processo que no dia 29 de junho do ano passado, às 9h30, o policial voltava para casa, depois de passar a noite ingerindo bebida alcoólica, quando sacou o revolver e fez vários disparos. Um deles atingiu Welesson no abdome. A vítima morreu na calçada, onde brincava.

Apesar de o crime ter revoltado a comunidade do bairro Nova Esperança, onde a vítima e o acusado moravam, o advogado de defesa do policial, Jair Medeiros, sustentou a tese de que o réu não tinha intenção de matar ninguém. Os disparos de revólver teriam sido motivados pela euforia da classificação da Seleção Brasileira para a final da Copa do Mundo que acontecia na época.

E convenceu o corpo de jurados.

O resultado do julgamento garantiu ao réu o direito de permanecer na função de policial militar e levar uma vida normal junto à sociedade, com apenas a restrição de que não poderá permanecer em locais públicos depois das 22 horas.

Portava escopeta em via pública

Uma radiopatrulha da Polícia Militar prendeu em flagrante por porte ilegal de arma, na noite de quinta-feira, José Balbino da Silva, 32, que exibia uma escopeta em via pública.

A arma era usada por José Balbino para ameaçar pessoas no bairro Triângulo Novo e região vizinha, principalmente na entrada do bairro Taquari, onde a polícia acredita que ele cobrava pedágio e praticava outros delitos.

Às 20h30, o setor de informações da Polícia Militar recebeu a denúncia anônima de que um homem estaria portando uma arma nas imediações de um bar, naquele bairro, e designou uma equipe ao local.

Chegando lá os policiais se depararam com o acusado de posse de uma escopeta e dois cartuchos. Ele recebeu ordem de prisão e foi conduzido à 1a Unidade de Segurança Pública, no bairro Cadeia Velha, onde foi indiciado por porte ilegal de arma e enviado para o complexo penitenciário estadual, Francisco D’Oliveira Conde.

Rapaz sofre atentado a tiros na porta de casa

Josimar da Cruz Gomes, 20, residente na rua Alvorada, bairro Mauri Sérgio, foi alvejado com um tiro de escopeta, calibre 28, na porta da casa de uma irmã, quinta-feira à noite, na travessa Buriti, naquele mesmo bairro.

O rapaz jantava quando ouviu alguém chamá-lo no portão e ao abrir a porta foi recebido a bala por três homens que estavam próximos à cerca em posições de tiro ao alvo. Mas, segundo testemunhas, somente um atirou em Josimar.

A vítima foi atingida no tórax e caiu dentro de casa clamando por ajuda. Ela foi corrida pelos familiares e conduzida ao pronto-socorro do Hospital de Base, onde passou por uma cirurgia de emergência e ficou em observação.

Os médicos retiraram 16 carochos de chumbo do corpo de Josimar - alguns deles estavam alojados em partes sensíveis do estômago - e aguardam uma recuperação do paciente para realizar a segunda cirurgia para a retirada de outros fragmentos que atingiram a região lombar da vítima.

De acordo com parentes de Josimar, o atentado pode ter sido promovido pelos filhos de um senhor que ele havia espancado recentemente em via pública, no bairro onde mora, mas até agora a polícia não tem nada de concreto que atribua a tentativa de homicídio aos suspeitos apontados pela família da vítima.

Ex-presidiário é flagrado furtando objetos de túmulos

Sempre que estava com vontade de beber cachaça e não tinha dinheiro para comprar, o ex- presidiário por porte ilegal de arma, Adaildo Barroso Macário, 25, residente no bairro Belo Jardim, ia ao cemitério São João Batista furtar objetos de alumínio dos túmulos para vender ao sucatão.

Imagens de santos, cruzes, crucifixos, porta-velas, e até coroas feitas de alumínio e metal eram retirados pelo ex-presidiário e vendidos em um depósito de reciclagem ao preço de 1,80 real o quilo. O dinheiro era “investido” nos bares do bairro onde ele mora.

O desaparecimento dos objetos começou a ser notado pelas pessoas e a direção do cemitério resolveu fortalecer a fiscalização no intuito de flagrar o ladrão, e quinta-feira à noite, os vigias surpreenderam Adaildo pulando o muro com um saco cheio de peças roubadas das sepulturas.

Ele foi entregue à policia, autuado em flagrante na delegacia do Comando Antifurto (CAF), e depois recolhido à uma das celas da 8a Unidade de Segurança Pública, no bairro Adalberto Sena, onde se encontra à disposição da polícia.

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