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Rio Branco - Acre, quarta-feira, 19 de março de 2003
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O Governo do Estado realizou uma coletiva, ontem pela manhã, para explicar à imprensa que o assassinato do pecuarista Mauro Braga não foi obra do crime organizado. Os secretários Fernando Melo (Segurança) e Anibal Diniz (Comunicação) disseram aos jornalistas que o caso está praticamente elucidado e que a Justiça conta com todo o apoio do Executivo para punir os responsáveis.

Mauro Braga foi assassinado em 19 de dezembro de 2002, na porteira de sua fazenda, supostamente por um pistoleiro contratado pelo também pecuarista Antônio Augusto Rodrigues Araújo, o “Bodão”, com quem mantinha parceria num negócio de engorda e revenda de bois. Mauro cobrava uma dívida de R$ 2,5 milhões do parceiro, que, para se livrar do aperto, teria decidido por sua eliminação física. O inquérito feito pela polícia estadual identificou o mandante, preso domingo, e rastreou o assassino, que poderá ser detido nas próximas horas.

A preocupação do governo e de boa parte dos pecuaristas do Estado é desfazer qualquer associação do caso, identificado como desavença entre os dois pecuaristas, com uma suposta organização criminosa em atividade na região. Essa hipótese foi descartada, enfaticamente, pelos secretários.

Na verdade, os indícios do crime contra Mauro Braga levam às particularidades apontadas. A decisão de importar um criminoso para vir ao Estado, matar e sair impune aconteceu com a eliminação de um pai de família. E se não for punida exemplarmente, poderá acontecer de novo. E isso a população não quer ver mais.

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