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Rio Branco - Acre, sexta-feira, 21 de março de 2003

Marina apóia seminário que vai discutir jornalismo ambiental na Amazônia

Sindicato dos Jornalistas do Acre e Fenaj sensibilizam ministra para discutir os moldes de uma imprensa amazônica

Romerito Aquino

Brasília – O Sindicato dos Jornalistas do Acre e os profissionais de imprensa do Estado, que querem começar a discutir seriamente a forma como se faz jornalismo na Amazônia, ganharam ontem uma forte aliada para concretizar em Rio Branco, em setembro deste ano, o I Encontro Internacional de Jornalismo Ambiental da Amazônia.

A aliada de peso foi a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que após se encontrar com o presidente do sindicato, Raimundo Afonso, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Beth Costa, e outros jornalistas acreanos, se comprometeu em ajudar na realização do evento, inédito na Amazônia e ponto de partida para o comprometimento ético dos jornalistas amazônicos com a cultura dos povos da região e com o desenvolvimento sustentável da rica biodiversidade da maior floresta do planeta.

Os jornalistas que participarem do evento terão a oportunidade de vivenciar palestras e oficinas de trabalho, além de visita a um projeto de manejo florestal em Xapuri, das quais participação jornalistas do Centro-Sul e da Amazônia que já acumulam anos de experiência na divulgação das questões amazônicas. Esse é o caso do jornalista Lúcio Flávio Pinto, do Pará, que já escreve há quase três décadas sobre a Amazônia em periódicos locais, nacionais e internacionais.

A ministra Marina Silva elogiou a iniciativa do sindicato e da Fenaj de propor a realização no Acre de um evento dessa magnitude, que ela considerou de grande importância para o futuro do desenvolvimento sustentável da Amazônia, tema ao qual ela dedicou sua vida inteira.

“Considero importante esse seminário, que vai poder trabalhar oficinas de aperfeiçoamento dos jornalistas, sobretudo procurando capacitá-los melhor para cobrir a área do meio ambiente”, disse a ministra.

Segunda ela, o jornalismo da área econômica no país, por exemplo, tem acumulado uma grande experiência de cursos e debates, o que faz com que existam vários jornalistas brasileiros muito capacitados para fazer a cobertura dessa área. Isso não ocorre, segundo Marina, em outras áreas do conhecimento, como as do meio ambiente, de direitos humanos e mesmo na área social, que não contam com o devido aporte para o aperfeiçoamento dos profissionais. Essas áreas são tangenciadas nas redações, de acordo com a ministra.

“O sindicato do Acre cuidar dessa questão é importante, sobretudo para a área do meio ambiente, onde você tem uma necessidade maior de especialização no conhecimento de determinados temas. Nessa área, há uma vasta complexidade de assuntos. Então, isso é muito bom, sobretudo na Amazônia, onde muitas vezes uma cobertura equivocada leva a criar determinados mitos ou simplificar determinadas coisas, que não são de fácil simplificação. Considero essa uma iniciativa muito positiva”, concluiu a ministra.

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