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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 27 de março de 2003

Assaltante em liberdade
condicional faz nova vítima

Acusado roubou dinheiro e moto de um comerciante na capital

J. Guimarães

O presidiário em liberdade condicional Renato Rufino de Souza, 22, assaltou o vendedor Carlos Afonso Gomes de Lima, 40, segunda-feira de manhã, na estrada Custodio Freire, bairro Tancredo Neves. O acusado roubou 480 reais, um capacete e a moto da vítima.

Carlos saía de uma mercearia quando foi abordado por Renato e um menor armados de revólveres. A vítima foi obrigada a deitar no chão e entregar a carteira com o dinheiro e todos os documentos pessoais.

Em seguida, Renato e o comparsa, que ainda está foragido, subiram na moto de Carlos e fugiram. A vítima caminhou até um box da PM e pediu ajuda, mas já era tarde para os policiais perseguirem os assaltantes, que desapareceram no bairro Tancredo Neves.

Consta na delegacia do Grupo Antiassalto da Polícia Civil (GAP) que a moto foi recuperada pela Companhia de Trânsito no dia seguinte em poder de dois menores que dirigiam sem habilitação. Os garotos alegaram que encontraram a moto em um terreno baldio no bairro Jorge Lavocat. Pela descrição do homem que abandonou o veículo no local, a polícia chegou até Renato.

Ele foi preso e conduzido à delegacia do GAPC, no conjunto Universitário, onde foi reconhecido pela vítima e indiciado criminalmente por assalto.

Hoje duas pessoas deverão comparecer àquela delegacia para fazer o reconhecimento de Renato em outras acusações de assalto. À tarde ele será conduzido ao complexo penitenciário estadual Dr. Francisco D’Oliveira Conde.

Salário do presidente da Câmara é roubado

Dois homens armados de revólver renderam a secretária Maria José Cavalcante Campos, 28, ontem à tarde no bairro do Bosque e roubaram o salário do presidente da Câmara de Rio Branco, vereador Nuno Miranda (PL), que ela acabara de sacar em uma agência bancária no centro.

Um dos bandidos encostou a arma na cabeça da vítima, enquanto o outro tomou o telefone celular e a bolsa com R$ 3.623 mil mais 247 reais em cheques nominais. Além do dinheiro, os assaltantes levaram também um cordão de ouro e dois cartões de crédito, que estavam dentro da bolsa da vítima junto com os talões de cheques e documentos pessoais de Maria José.

Ela registrou queixa na 4a Unidade de Segurança Pública, (Bosque) e depois se dirigiu à delegacia do Grupo Antiassalto para pedir ajuda. Os policiais saíram em diligência, mas não conseguiram localizar os bandidos, que fugiram a pé.

Traficante tenta entrar com droga no presídio

A guarnição do complexo penitenciário Francisco D’Oliveira Conde apreendeu ontem 46 gramas de maconha em poder do traficante Daniel Silva Soares, 19, residente no bairro Tancredo Neves, que tentava entrar no presídio com a droga.

Segundo os policiais o produto estava escondido dentro de uma embalagem de farinha de milho que seria entregue pelo visitante ao detento Adeilton Moreno Farias.

A guarnição desconfiou da encomenda e resolveu fazer uma inspeção minuciosa nos farelos de milho, tendo encontrado a droga. Daniel foi autuado em flagrante e ficou por lá mesmo.

Índio jaminawa é encontrado
morto em praia do rio Acre

Pescadores do município de Assis Brasil, na fronteira do Acre com o Peru e a Bolívia, encontraram em uma praia do rio Acre, ontem de manhã, o corpo do índio Antônio Lorival Janinawa, 41. O cadáver apresentava hematomas, segundo a polícia, causados por pancadas ou pelo rompimento de vasos sangüíneos durante um ataque cardíaco.

O atestado de óbito do índio, assinado pelo médico John Elton, da Unidade de Tratamento de Assis Brasil, aponta a causa da morte para uma possível parada cárdio-respiratória. Mas a polícia local solicitou um exame mais minucioso e aguarda o resultado para se pronunciar sobre o caso.

A comunidade de Assis Brasil e algumas autoridades policiais desconfiam que o índio tenha sido assassinado a pauladas por membros de outras etnias, uma vez que o corpo foi encontrado em uma praia em frente à cidade, do lado peruano, onde existem pelo menos três tribos diferentes acampadas. As pessoas comentam que no local é comum os índios ingerirem bebidas alcoólicas e brigarem entre si.

Rapaz ganhava a vida vendendo cola a menores

O desempregado Jessé Pereira Campos, 22, residente no bairro Preventório, mantinha em casa um estoque de cola de sapateiro para vender a menores viciados. Ontem ele foi preso em flagrante pelo Comando de Operações Especiais (COE) e conduzido à 1a Unidade de Segurança Pública.

A prisão do acusado ocorreu logo depois dele vender cerca de vinte gramas da substância a um garoto de 13 anos. O menino tinha sido instruído pelos policiais para bater na porta de Jessé e comprar a cola de sapateiro como se fosse um viciado.

A polícia fechou o cerco e prendeu Jessé no momento em que pesava o produto para vender ao garoto. Na casa do acusado foram apreendidos mais de oito baldes contendo cola de sapateiro, e material que adicionado na cola aumenta seu poder de alucinação.

Jessé confessou que desde dezembro do ano passado, quando a justiça passou a fiscalizar a venda de cola de sapateiro para menor, ele vem comprando o produto no comércio e revendendo em pequenas quantidades aos menores.

A venda de cola de sapateiro é proibida a menores de 18 anos por se tratar de um produto tóxico que provoca alucinações e vicia o usuário. Sua venda a pessoas não autorizadas constituí crime que varia de um ano e seis meses a sete anos de cadeia.

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