
PF apreende máquinas e fecha
o Bingo Boa Sorte, no centro
Casa de jogos funcionava na clandestinidade,
segundo investigação policial
J. Guimarães
A exemplo do que vem ocorrendo em todo o Brasil com as casas de bingo desde que a Caixa Econômica Federal suspendeu a concessão para a realização de jogos de azar, o Bingão Boa Sorte, que funcionava na avenida Brasil, centro de Rio Branco, foi fechado pela Polícia Federal.
O fechamento ocorreu na noite de quarta-feira. As máquinas do prédio foram apreendidas por determinação do juiz federal Jair Facundes, que concluiu que o estabelecimento funcionava na clandestinidade.
Os policiais apreenderam R$ 13 mil em espécie e R$ 1.248 em cheques de clientes, além de máquinas, painéis, computadores, blocos e outros objetos usados nos jogos. Todo o material foi levado para a Superintendência da Polícia Federal e está à disposição da Justiça Federal.
A concessão para casas especializadas realizarem jogo de bingo foi suspensa no ano passado em todo o país pela Caixa Econômica Federal, a pedido do Ministério da Justiça, que alegou aos criadores do Plano de Segurança Pública Nacional que essas casas estavam sendo usadas por quadrilhas para lavar o dinheiro do tráfico e do contrabando de armas.
Apesar de a permissão de funcionamento estar cancelada há mais de dois meses, a única casa de bingo em Rio Branco continuava funcionando normalmente. A casa não foi lacrada. Segundo a polícia, poderá continuar funcionando, mas, como bar. Não poderá também promover qualquer tipo de jogo que necessite de autorização judicial.
Colono morre atropelado na AC-40
Um caminhão atropelou e matou, no início da noite de quarta-feira, na rodovia AC-40, o colono Iraldo Viana Torres, 29, que tentava atravessar a pista para pegar o ônibus que o levaria de volta à casa, no projeto de assentamento Alcobras, quilômetro 64 do ramal do Silveira.
Segundo versão de testemunhas, o colono jantava numa pensão, próximo a entrada do bairro Taquari e saiu correndo para não perder a condução, mas acabou tropeçando e caindo debaixo do caminhão, sendo arrastado por mais de 10 metros.
De acordo com populares, o motorista do carro teria parado para prestar socorro à vítima, mas já não existia muito o que fazer para salvar-lhe a vida. O colono morreu na calçada.
Iraldo Viana Torres tinha vindo à cidade pagar uma das parcelas de um financiamento que fizera.
Policiais abrem fogo contra carro de traficante
O Kadett de placas MZP 3208, dirigido pelo traficante Kennedy de Oliveira, foi alvejado ontem de manhã por policiais federais durante uma operação de repressão ao tráfico de drogas no bairro Baixada da Habitasa.
Oito tiros crivaram a lataria do veículo, obrigando o motorista a parar e se render. No interior do veículo os policiais encontraram 180 gramas de pasta-base de cocaína.
O acusado foi preso e autuado em flagrante na superintendência da Polícia Federal e conduzido ao complexo penitenciário estadual Francisco de Oliveira Conde.
O comandante da operação citou em seu relatório que os agentes abriram fogo contra o carro do suspeito depois de ele jogar o veículo contra os agentes no intuito de escapar do cerco.
Segundo a polícia, a operação foi montada exclusivamente para prender Kennedy e inibir o tráfico de drogas na Baixada da Habitasa. Os policiais teriam informações de que o rapaz era o responsável por grande parte da droga comercializada na região.
Corpo é encontrado em cova
na lateral da estrada de Acrelândia
Produtores da estrada que liga Acrelândia a Plácido de Castro encontraram quarta-feira à tarde o corpo do colono Francisco Edmar Henrique, 38, que estava desaparecido desde domingo à tarde. O cadáver teve as pernas e braços mutilados para caber numa cova, construída na lateral do Ramal do Dez, quilômetro 12.
Segundo informações preliminares da polícia, Francisco Edmar foi castrado e morto com mais de oito facadas, para depois ser mutilado e enterrado na sombra de uma árvore, num local deserto. Mas a cova era rasa e quando o corpo apodreceu os urubus escavaram o local, puxaram o braço do cadáver para fora e começaram a devorá-lo.
Produtores que passavam nas proximidades notaram a concentração de urubus e ao verificar a carniça perceberam que se tratava de um corpo humano.
O Instituto Médico-Legal (IML) foi avisado do achado e se deslocou até o ramal para resgatar o corpo. Com ajuda dos moradores os peritos juntaram as partes mutiladas e trouxeram para Rio Branco, onde foi feita a autópsia e comprovado que a vítima fora morta a facadas.
Horas depois a polícia de Plácido de Castro identificou o morto. Era o colono Francisco Edmar Henrique, visto pela última vez domingo à tarde bebendo num bar próximo à sua colônia, em companhia de três homens.
O dono do bar confirmou à polícia que Francisco realmente esteve em seu estabelecimento naquela tarde, mas disse que o colono saiu sozinho depois de ingerir certa quantidade de bebida alcoólica.
A família da vítima tinha registrado queixa na Delegacia de Plácido de Castro dando conta do desaparecimento do colono, que saíra de casa domingo de manhã montado num cavalo. O animal voltou sozinho à tarde.
A polícia prendeu um dos homens, que foi visto bebendo com Francisco. Até ontem às 21 horas ainda não havia provas que incriminassem o suspeito, a não ser o fato de ele ter saído do bar minutos antes da vítima e ter seguido a mesma estrada onde o corpo foi encontrado.