
Secretário de Finanças do
Acre vai presidir o Basa
Palocci confirma Mâncio Lima na presidência nacional do banco
Romerito Aquino
No governo Lula, o Banco da Amazônia (Basa) continuará sendo presidido por um acreano. Sai a atual presidente, Flora Valadares, e entra o atual secretário de Fazenda do Acre, Mâncio Lima Cordeiro.
A escolha de outro acreano para presidir o Basa foi publicada ontem na agência de notícias do Jornal do Brasil, em tempo real, que informou que a escolha de Mâncio Lima para presidir o maior banco de investimento da região Norte do país foi transmitida na quarta-feira pelo próprio ministro da Fazenda, Antônio Palocci, à senadora Júlia Carepa (PT-PA) e ao deputado federal Paulo Rocha (PT-PA).
Segundo o noticiário da agência JB, “as lideranças petistas no Pará perderam o cabo-de-guerra com o governador do Acre, Jorge Viana, pela nomeação do novo presidente do Banco da Amazônia”.
De acordo ainda com o noticiário da agência, depois de uma reunião na quarta-feira da senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) e do deputado federal Paulo Rocha (PT-PA) com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para discutir a sucessão no Basa, “ficou decidido que o posto será mesmo ocupado pelo secretário de Finanças do Acre, Mâncio Lima. Ele vai substituir outra acreana, Flora Valadares, que foi indicada pelo ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan”, noticiou a agência.
Pela matéria da AJB, o anúncio oficial da indicação de Mâncio Lima será feito no início da próxima semana. “O Pará ficará apenas com duas diretorias na instituição: a de Crédito Comercial e Industrial, que será ocupada pelo economista aposentado pelo próprio Basa, João Batista Bastos; e outra ainda não definida, que será ocupada por Milton Cordeiro, atual gerente de uma agência do banco no bairro da Pedreira”, disse a agência.
O noticiário on line do Jornal do Brasil informou ainda que das três diretorias que restaram, uma será preenchida com indicação do próprio ministro da Fazenda. “Será um técnico e a expectativa é de que o escolhido saia dos quadros de um dos bancos federais, menos do Basa. Os outros dois nomes terão que sair do consenso entre os partidos que apoiaram a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência: PTB, PL e até o PMDB, que decidiu apoiar Lula sem reivindicar cargos”, concluiu a matéria da agência, assinada pelo jornalista Antônio José Soares.