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Rio Branco - Acre, sábado, 29 de março de 2003
Rompendo paradigmas

A guerra é um dos últimos resquícios da mentalidade medieval de reinos que “conquistavam” países inteiros à força, sem ter a menor idéia dos impactos culturais que provocavam. Tivessem e anteveriam que a dizimação sistemática do mundo simbólico dos povos conquistados patrocinaria sangrentas revoluções libertadoras.

Revoluções? Sangrentas? E mais: libertadoras? Que liberdade há no sacrifício de vidas inocentes? Nenhuma. Como foi dito, o conceito de liberdade conquistada pelo punho da espada (ou por mísseis Scud, dá no mesmo) foi um paradigma assimilado, e, durante gerações e gerações de conflitos, muito bem massificado.

Felizmente essa prática nociva está desaparecendo. Que o digam os milhares, os milhões de manifestantes que saem às ruas, nos quatro cantos do globo, em protesto contra a tirania daqueles que têm como líderes. Os protestos, em forma de passeatas e cerimônias em nome da paz mundial jamais ganharam dimensões tão globalizadas na história da humanidade. Bilhões de vozes levantam-se em nome de um mundo melhor para a toda a espécie.

Não assusta o fato de a primeira guerra do século 21 ser causada pela maior potência econômica do planeta. A conhecida queda do Império Norte-Americano pelo capitalismo selvagem animou um estado de nervos em que o poder, e só ele, pode fazer alguém totalmente feliz, totalmente humano.

Isso mostra, entre outras coisas, que a moderna filosofia do “ser pelo ter” é totalmente equivocada. A humanidade não é conquistada. Caso alguém ainda se lembre, é doada a cada ser desde o seu nascimento. Movidos nesse sentimento, homens e mulheres, cristãos e islâmicos, caucasianos e negróides, todos os homo sapiens, enfim, unem-se pela paz.

Inteligente e quase divina iniciativa.

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