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Rio Branco - Acre, domingo, 30 de março de 2003

Famac inicia rodada de reuniões
com representantes do interior

Presidente do órgão diz que organização permitirá encaminhar melhor os problemas das cidades às prefeituras

Na manhã de ontem, os membros da Federação das Associações dos Moradores do Acre (Famac), órgão responsável pelas reivindicações dos moradores do Estado, reuniram-se no auditório da federação com o objetivo de discutir o planejamento orçamentário do ano.

Um ponto entre os vários discutidos na reunião foi a necessidade de legalizar todas as associações dos municípios do Acre, pois o órgão passa a ter um controle maior de quantos bairros existem em cada um e quais as dificuldades que eles enfrentam, segundo o presidente da Famac, José Abud Souza da Costa.

“Essa legalização é de extrema importância. Uma vez que com o número exato de quantos bairros existem nos municípios e quais os problemas enfrentados por eles, podemos criar uma lista deles em ordem de situação. Estamos fazendo um diagnostico de todos os bairros do Estado. Aquele que apresentar maiores dificuldades serão atendidos com mais urgência”, explica Abud.

Segundo ele, municípios como Brasiléia, Eptaciolândia, Sena Madureira, Tarauacá e Porto Acre já estão com todas as associações legalizadas. Agora a federação quer alcançar os municípios de Senador Guiomard, Plácido de Castro, Cruzeiro do Sul, Assis Brasil e Acrelândia.

Em Rio Branco existem 107 associações, mas apenas 96 estão registradas em cartório. Uma comissão será feita para que o trabalho seja agilizado num prazo de dois a três meses.

Capacitação para todos os líderes comunitários

Para atender melhor a comunidade, a Famac está oferecendo cursos de capacitação para todos os líderes de bairro.

Abud acha que uma vez que os líderes comunitários estão mais capacitados, fica mais fácil de atender e instruir os próprios moradores quanto aos planos que deverão ser desenvolvidos no local.

“Oferecemos um curso de “Elaboração de Projetos” ministrado pelo técnico em planejamentos Ed Wilson. Agora queremos fazer outros com duração de um mês, principalmente nos municípios”, disse Abud.

A preocupação em fazer esses trabalhos é pelas necessidades que a população acreana, em especial moradores de bairros periféricos, tem passado, segundo Abud.

“Nosso Estado está muito carente de infra-estrutura. Vemos diariamente ruas totalmente destruídas pelas chuvas. Quando não é um pequeno caminho feito pelos próprios moradores para poderem trafegar. Sem falar da precariedade na distribuição de energia elétrica. Ou melhor a falta de energia elétrica nos bairros, mas em compensação os moradores recebem todos os meses cobrança de iluminação pública. Já entramos com um processo no MP para ver se resolvemos essa causa.”

Para ele a falta de água em diversos bairros da capital é um dos maiores problemas a serem resolvidos, uma vez que alguns deles já têm mais de cinco anos de existência.

“Esse ano vamos trabalhar dobrado para que esse tipo de problema seja resolvido nos bairros mais antigos. É um absurdo que famílias inteiras não tenham água em casa. Estamos tentando mudar esse quadro”, conclui.

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