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Rio Branco - Acre, terça-feira, 1 de abril de 2003

Criada comissão para estudar
valor da passagem de ônibus

Acordo judicial entre empresários, prefeitura e MPE permitirá análise da nova planilha tarifária

Josafá Batista

Ocorreu na manhã de ontem, com quatro dias de atraso, a sessão do Tribunal de Justiça do Acre, reunindo o Ministério Público Estadual (MPE), prefeitura de Rio Branco e donos de empresas de ônibus em torno da definição da tarifa de ônibus na capital. O aguardado evento, entretanto, terminou com uma indefinição proporcional à celeuma criada em torno do próprio reajuste. A passagem continua a 1,30 real, sim. Mas a Justiça plantou uma comissão investigativa composta, nada menos, que pelos três órgãos.

A comissão pretende investigar as duas planilhas que envolvem a novela da passagem de ônibus em Rio Branco. Uma, apresentada pelo MPE, alega que o valor correto da passagem é 1,05 real. A segunda foi elaborada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos (Sindcol) e se baseia nas oscilações de preço do barril de petróleo para avaliar a tarifa correta em 1,50.

“Não devemos esquecer que esse valor, sancionado pelo prefeito Isnard Leite, só foi derrubado porque as entidades se uniram e pressionaram, denunciando o absurdo ao MPE. E a Justiça, claro, decidiu em favor da comunidade rio-branquense, que não tem estrutura para pagar 3 reais numa simples ida e volta ao centro da cidade. Isso não existe”, explicou o presidente da Umamrb, Gilson Albuquerque. A Umamrb, junto com o DCE, a Famac e outros órgãos, integra o Conselho Tarifário Municipal.

Com a nova decisão judicial os ânimos devem voltar a acirrar-se. O entendimento de manter a passagem a 1,30 real até que um “consenso técnico” da comissão mista encontre o valor ideal, desalentou os ânimos daqueles que esperavam uma solução rápida para o siribolo.

Venda irregular de passes continua

A venda irregular de passes e vales-transportes, uma prática adotada por dezenas de pais e mães desempregados de Rio Branco, continua a todo vapor no Calçadão da Benjamim Constant. Há forte especulação entre essa pequena categoria em vésperas de mudanças de tarifas. Em caso de anúncio confirmado de reajuste nos próximos dias, esses vendedores chegam a desmontar suas barracas e ir embora.

A série de audiências, assinaturas, manifestos, protestos e reuniões desnortearam esses profissionais do comércio paralelo. A maioria está desinformada sobre o andamento das investigações e poucos ainda se dão ao luxo de captar alguma notícia do rádio, à procura de novidades. Era esse o clima no Calçadão, ontem, pela manhã.

Programa vai recuperar avenidas na capital acreana

O programa de pavimentação dos corredores de ônibus de Rio Branco, desencadeado pela prefeitura, deve chegar nos próximos dias às avenidas Quintino Bocaiúva e Marechal Deodoro.

Segundo fontes oficiais, a Empresa Municipal de Urbanismo de Rio Branco (Emurb), lançou esta semana a operação tapa-buraco na rua Marechal Deodoro, preparando a pista para receber o asfalto. O mesmo serviço também será realizado, segundo a assessoria de comunicação do órgão, na rua Quintino Bocaiúva, bairro José Augusto. Os recursos são do Ministério da Integração Nacional, aprovados em emendas ao orçamento da União, ainda do exercício de 2001.

A Emurb concluiu na sexta-feira a maior parte das obras de recapeamento da avenida Nações Unidas, que tem mais de três quilômetros de extensão. Para concluir a obra falta apenas o asfaltamento do trecho entre a avenida Ceará e o Supermercado Araújo, no bairro Estação Experimental. O serviço deve ser feito após a recuperação de drenagem no local, obra não prevista no cronograma.

A prefeitura vai recapear 520 metros da Marechal Deodoro, no trecho que compreende o cruzamento com a Ceará, perto do Estádio José de Melo, até a ligação com a rua Quintino Bocaiúva, no bairro José Augusto. A Emurb vai recuperar mais 400 metros da Quintino Bocaiúva, fazendo a ligação com a Nações Unidas.

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