
O Acre tem que se apossar de
suas terras, defende Sibá Machado
Pela linha Cunha Gomes, área
do Estado
passa de 153 mil para 280 mil hectares
Leonildo Rosas
O Estado do Acre está deixando de ocupar 1,2 milhão de hectares em terras definidas como suas pelo Superior Tribunal de Justiça (STF). A afirmação foi feita ontem à parte pelo senador Sibá Machado (PT) aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que estuda os limites internos do Acre.
Segundo o senador, os novos limites com os estados de Rondônia e Amazonas foram definidos por um novo traçado da linha Cunha Gomes, que aumentou a área do Acre de 153 mil para 280 mil hectares.
“Infelizmente, as instituições ainda não acordaram para a necessidade de ser feita a devida ocupação imediata”, disse.
Sibá foi depor na CPI por iniciativa própria, vez que está também travando, em nível de Senado, uma luta para que seja redefinidos os limites interestaduais do Acre. Para fundamentar seus argumentos, o senador petista esteve no fim de semana na vilas rondonienses de Extrema e Nova Califórnia, a cerca de 180 quilômetros de Rio Branco.
“Senti que o sentimento do povo das vilas é de ser anexado ao Acre. Até lideranças que eram contrárias no passado mudaram de opinião, com o descaso do governo de Rondônia para as localidades”, comentou.
Para o senador, enquanto as discussões avançam em termo político as instituições federais e o governo do Acre devem fazer investimentos nas vilas, a fim de não deixar os moradores ainda mais desamparados. “Vou contatar o Basa, o Ibama e o Incra para que os produtores recebam a devida atenção”, revelou.