
Taumaturgo Lima *
É sempre muito prazeroso tecer comentários enaltecedores acerca de qualquer pessoa pública que se digne fazer o bem aos seus concidadãos. Felizes são as comunidades que vêem o número dos seus benfeitores crescer, dia a dia, como é o caso do Estado do Acre felizes épocas que hoje correm.
É com orgulho incontido que rendo singela e justa homenagem a uma mulher acreana, companheira nossa das lides do Ministério do Trabalho. Trata-se da advogada VALDEREZ MARIA MONTE RODRIGUES, auditora fiscal do trabalho, a quem a Nação confiou uma tarefa das mais árduas possíveis.
A doutora Valderez Monte é sobrinha em primeiro grau do saudoso médico Marinho Monte e nasceu, em 1944, numa casa muito antiga de Rio Branco, localizada onde hoje está a Secretaria da Fazenda, na Rua Benjamin Constant.
Passou a maior parte da vida ligada aos movimentos estudantis. Jamais se permitiu alienar-se sempre refletindo sobre as possibilidades de crescimento das pessoas. Morou em Xapuri, conheceu Chico Mendes e sua luta. Foi gerente da agência do BASA em Brasiléia, dentre outras atividades aqui desempenhadas.
Entrou para os quadros do Ministério do Trabalho em 1980, quando começou uma luta sem trégua contra os exploradores da miséria alheia e a favor dos explorados que, nas fazendas do interior do Brasil, ainda hoje vendem o sangue para não morrer de fome, apesar dos esforços de alguns órgãos dos poderes constituídos.
Uma mulher de muita fibra, que nunca se deixou vencer pelas contingências da vida, hoje vê enaltecido o seu papel de vanguardista das causas dos brasileiros que tiram do campo o difícil sustento para as famílias.
No primeiro dia de abril próximo passado, o Grupo “Tortura Nunca Mais”, do Rio de Janeiro, agraciou a ilustre acreana com a MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA, como reconhecimento ao seu trabalho enquanto coordenadora de um dos “grupos móveis de fiscalização e repressão ao trabalho forçado” que, desde 1996, tenta fazer com que muitos patrões não mais escravizem seus empregados, principalmente no meio rural, onde a ação da justiça é menos presente.
Ao telefone, emocionada, a Doutora Valderez Monte comentava que “a liberdade concedida ao cidadão explorado nos trabalhos forçados é ainda apenas uma liberdade provisória, uma vez que o libertado só é livre enquanto tem nas mãos o dinheiro que ganhou do patrão por meio da justiça do trabalho; assim que as coisas apertam, mais uma vez, o único meio de sobrevivência é voltar à forma antiga de vida, maltratado, desumanizado, em nome do sustento à família, mesmo que seja à custa da escravização mais sórdida do seu suor e do seu sangue”.
Por isto, irmãos acreanos de todos os quadrantes, enquanto deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, e em nome da Assembléia Legislativa do Estado do Acre, saúdo e reverencio a nobre acreana pelos seus esforços ingentes na busca dos melhores dias para o povo pobre desta Nação.
* Deputado estadual do Partido dos Trabalhadores