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Rio Branco - Acre, sábado, 5 de abril de 2003

MPE fecha postos de lavagem em Rio Branco

Estabelecimentos estariam descumprindo lei de preservação ambiental

A promotora do Meio Ambiente, Meri Cristina, entrou com uma ação no Ministério Público Estadual pedindo o fechamento de todos os postos de lavagem de Rio Branco.

Segundo a promotora, muitos postos estão funcionando clandestinamente sem oferecer as mínimas condições. Várias são as exigências feitas pela promotora. Além de alvará de funcionamento, a ação exige que todos respeitem a lei de preservação ambiental.

O deputado Pedrinho Oliveira (PMN) alega que a ação impetrada pelo MPE no tocante às exigências feitas pela promotora é necessá-ria, mas poderia ter um prazo maior. “Rampa e contrapiso de alvenaria, caixa de filtragem, calhas de escoamento de água, entre outras exigências. Acho que eles deveriam dar mais um prazo para que todos se legalizem. Essa coisa de só chegar e lacrar os postos é muito radical”, disse .

A operação começou na última quinta-feira, no Segundo Distrito. A partir da próxima semana, as demais localidades estarão recebendo a visita de fiscais da prefeitura com o mandato de lacre.

Oliveira disse que uma reunião com a secretária municipal de Meio Ambiente, Leila Medeiros, já tinha sido feita para que todos os postos se adequassem às normas estabelecidas, mas nenhum dos proprietários recebeu a planta de como teria que ser feita a caixa de retenção. Nesse sentido, os proprietários, explica ele, não tinham a noção de como a secretária queria o projeto e por isso não foi feita qualquer reforma na estrutura dos postos.

“Não tinha como os empresários tomarem qualquer atitude. Se eles colocassem caixas de retenção e não estivessem de acordo com as exigências da secretária, eles seriam punidos da mesma forma. A secretária fez completamente o oposto: eles lacraram os postos e deixaram a planta de como deve ser a caixa. A planta deveria ter sido dada a eles na reunião anterior”, afirma Oliveira.

Insatisfeitos - Para o empresário do posto Transamérica Deusdete Carvalho da Silva, 37, a ação é absurda. Ele afirma estar no ramo há mais de cinco anos e não tem outra forma de sustentar a família.

“Tenho cinco crianças para dar de comer, além disso tem as despesas de casa. Não sei fazer outra coisa na vida, sempre trabalhei em posto de lavagem. Agoran que tive condições de montar um posto, querem chegar e acabar com tudo?”, indaga.

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