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Rio Branco - Acre, domingo, 6 de abril de 2003

Guerra contra a fome

Enquanto americanos e ingleses promovem contra o povo do Iraque uma guerra absurda, justificada apenas pelas elites capitalistas dos Estados Unidos e Inglaterra, o Acre inicia uma guerra contra a fome e o analfabetismo e em defesa do desenvolvimento sustentável baseado na exploração dos recursos naturais de sua exuberante natureza.

Nesta edição estamos publicando quatro matérias que abordam as possibilidades infinitas dessa exploração. E a reportagem do Página 20 não teve dificuldades de produzir o material: bastou uma visita às feiras de produtores de Rio Branco onde frutos, grãos, legumes e verduras são oferecidos em abundância e com baixíssimo custo para os consumidores.

A terra é boa e o povo acreano é trabalhador e generoso. São dois aspectos básicos que favorecem as políticas do desenvolvimento sustentável adotadas pelo Governo da Floresta. A essas vantagens soma-se o pioneirismo que seringueiros, ribeirinhos e índios viveram na saga da borracha e que agora evolui para a exploração de novos produtos da biodiversidade amazônica.

O Estado, nos últimos quatro anos, cumpriu etapas importantes da construção de uma sociedade sustentável. Organizou as contas, recuperou a história e a auto-estima do povo e resgatou a confiança na ação governamental. Agora enfrenta o desafio de qualificar os serviços públicos e universalizar a educação e a saúde. Ao mesmo tempo em que amplia a estrutura e convoca a iniciativa privada para a arrancada da produção sustentável.

Trata-se, portanto, de uma guerra humana e justa que contrasta com a guerra odiosa de americanos e ingleses contra os árabes. Nessa guerra acreana todos estão convocados para o bem dos 2,5 bilhões de humanos que habitam o planeta Terra.

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