
O governador Jorge Viana soube aproveitar bem a solenidade de transmissão de cargo na Superintendência do Incra, agora nas mãos do agrônomo Raimundo Cardoso, para marcar posição em relação às especulações de que o Movimento dos Sem-Terra (MST) estaria no Acre organizando invasões de terras.
É claro que existem setores inconformados com os rumos que o Acre tomou durante os primeiros quatros anos do Governo da Floresta e, sempre que têm oportunidade, se empenham para estimular supostas lideranças que sejam capazes de incomodar a estabilidade política.
O próprio governador disse claramente que “existe gente torcendo para que o Acre volte a ser o que era antes”. A sociedade brasileira é testemunha de que as invasões de terras têm sido estimuladas pelo MST em regiões do país onde os governos perderam capacidade de dialogar com a sociedade.
Esse não é o caso do Acre, onde o governador conta com uma base popular extraordinária e tem buscado inspiração no conhecimento dos povos tradicionais da floresta para impulsionar a transformação jamais vista aqui.
Durante quase um século o povo acreano foi considerado pedra no caminho de um progresso que o tempo se encarregou de demonstrar como inviável para a região.
Ninguém questiona o fato de que o MST é um dos movimentos sociais mais legítimos do país, porém é bisonha a incursão em nome dele, estimulada por setores comprometidos com a banda podre da política acreana.
O superintendente do Incra também nega que haja uma ofensiva do MST no Acre, pois o movimento só mobiliza famílias para assentamento nos próprios estados. Não transfere contingentes de sem-terra para assentar em outros estados.
Existem mais de 14 mil pessoas cadastradas para receber terras no Acre. Nós precisamos de reforma agrária e não de colonização.