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Rio Branco - Acre, terça-feira, 8 de abril de 2003

Eduardo Farias quer intensificar
ações da Funasa no interior

O novo coordenador regional da Funasa, o médico sanitarista Eduardo Farias, afirmou em sua posse que a prioridade para o órgão será a melhoria na qualidade da “saúde integrada”, principalmente das comunidades mais afastadas dos centros urbanos.

Eduardo Farias assume a Fundação Nacional de Saúde em um momento de transição estratégica funcional do órgão em todo o país. O Acre pode ter uma conduta propositiva nas novas ações da Funasa, com a posse do novo coordenador. Uma das funções mais importantes em âmbito institucional é fazer com que o Estado passe a contribuir com decisões efetivas nas ações estratégicas. Com o contexto de mudanças estruturais, a Funasa precisa de pessoas com um perfil “arrojado e realizador como o de Farias”, afirmou o senador Tião Viana.

A chegada de Eduardo Farias na Funasa é uma espécie de marco na relação entre a saúde pensada pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado do Acre. A transição começou ainda com o coordenador Aílton Oliveira. O ex-homem forte do órgão, morto em um acidente aéreo ano passado, mantinha uma relação diferenciada com o atual governo. As maneiras de tratar as Populações Tradicionais da Floresta eram semelhantes e o modelo de desenvolvimento pensado para a região por Aílton e pela equipe do governador Jorge Viana era o mesmo.

“O nosso médico, nosso gestor e vai levar a saúde nos lugares mais distantes, assim como fez o saudoso Aílton”, emocionou-se o governador Jorge Viana, ao destacar a atuação da Funasa no interior. “Eu já fui nos lugares mais distantes deste Estado e em todos os lugares em que fui, a Funasa já havia deixado lá a sua marca”.

Em todos os pronunciamentos, a lembrança do antigo coordenador, Aílton Oliveira, foi feita. “Se fizermos um trabalho baseado na fé, na esperança e no amor, estamos bem encaminhados”, afirmou o ocupante do atual cargo de Farias, Gelcimar Mota, citando um versículo bíblico do livro de I Corintos. A realidade da saúde nos países subdesenvolvidos (“em desenvolvimento”) mostra o desafio a que está submetido a Funasa. No Brasil, são 880 mil internações em decorrência da falta de saneamento básico e endemias (malária, dengue, tuberculose etc.).

O mundo assiste diariamente, sobretudo em países latino-americanos e africanos, à morte de 35 mil crianças. “Nós temos que mudar essa realidade”, sentenciou o senador Viana.

CARGOS - O governador Jorge Viana, no depoimento feito na posse do médico Eduardo Farias na coordenação regional da Funasa, observou que há uma mudança significativa no panorama político do Estado. “Antes, os cargos públicos federais aqui no Acre eram disputados a tapa e geralmente deram errado porque ficava um monte de gente fora torcendo contra”, lembrou o governador Viana. “Esse momento é o momento de uma nova conduta social e política no Acre porque se sente de perto que o clima de união para desenvolver um bom trabalho está em todos os cantos”.

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