
O cofre da Assembléia Legislativa, mesmo todo mundo sabendo que o Acre não é um Estado rico, parece um poço sem fundo, tantos os parlamentares que recebem salários diretamente daquele Poder.
As vagas destinadas a eleger os homens que viessem durante quatro anos a representar o povo somavam 24. Isso todo mundo, inclusive os seringueiros baseados nas mais remotas brenhas, sabe muito bem.
Entretanto, neste momento já somam 27 os nossos digníssimos representantes. Três polpudos salários a mais. Dinheiro que, se aplicado em direção a algum projeto social, faria a alegria de muita gente.
Um casuísmo com data certa para se tornar ainda mais imoral, se é que a imoralidade pode ser medida. É que, não satisfeitos, os poderosos que regem os nossos destinos já se preparam para ungir como deputados até o meio do ano, mais quatro suplentes.
Sabe-se muito bem que a legalidade dá razão ao parlamento. Além da legalidade, no entanto, existe algo chamado bom senso. E a chamada Casa do Povo pode e deve dar um bom exemplo, sob pena de, não o fazendo, se ver enxovalhada e desacreditada pela população.
Não se pode mais aceitar este tipo de coisas. A comunidade acreana deste início de século XXI, cujos ancestrais um dia pegaram em armas para anexar este pedaço de chão ao Brasil, exige dos seus deputados uma postura que dignifique e enobreça os seus mandatos.