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Rio Branco - Acre, sexta-feira, 11 de abril de 2003
Marcos VicenttiUm voluntário para animar o Iraque

Palhaço Pitica quer ver o sorriso de todas
as crianças, inclusive as iraquianas

Ele gostaria de ir ao Iraque ver nascer o sorriso na face de cada criança iraquiana. Fazer brilhar de alegria os olhos de todos os pequenos, que assistem da platéia, o show de horrores no palco da guerra. O medo de Cícero Ferreira, o Palhaço Pitica, 44, cearense, é chegar atrasado ao país das Mil e Uma Noites.

“Quando eu chegar lá pode ser que não dê tempo para mais nenhuma criança sorrir. Elas estarão todas chorando de tristeza e de dor ao verem sua cidade, suas casas, seus pais, tudo o que têm devastados pela invasão americana”, comenta o palhaço.

Pitica conta que a cerca de oito meses ele teve a idéia de fazer algo diferente do habitual, que chamasse atenção das pessoas. Ele trabalhava de motorista na última campanha política e decidiu se vestir de palhaço para dar mas cor e alegria ao seu trabalho. Diante do sucesso ele resolveu seguir a profissão. Ele toca violão, canta músicas sertanejas, escreve poesias.

Profissionalismo na arte de fazer rir

Marcos VicenttiO palhaço sustenta as cinco crianças que tem fazendo a alegria de todas as outras. Sua carreira deslanchou a partir de um trabalho de divulgação feito para uma ótica, que acabou contratando os divertidos serviços de Pitica.

“Hoje as pessoas dão valor ao meu trabalho. Eu faço animação de festas infantis, batizados, casamentos. Aos domingos eu animo no Parque da Maternidade, compro bombons para distribuir para a criançada, conto histórias, faço de tudo para ver o sorriso no rosto delas”, disse.

Pitica se considera um profissional na área, apesar do pouco tempo de profissão. “Eu sei brincar com as crianças, sei distraí-las. Tem pais que querem me dar dinheiro, incentivam os filhos a fazer o mesmo, eu não aceito de forma alguma, o meu trabalho já é pago por quem me contrata”, ressalta Cícero.

Brincadeiras no sinal

Marcos VicenttiO palhaço Pitica tem um sonho. Ele canta e toca há 18 anos, atividade que hoje somente os amigos tem o prazer de apreciar. “Minha grande vontade é formar uma dupla sertaneja e gravar um CD. Os colegas perguntam porque eu não faço isso. Eu não tenho condições para levar adiante esse desejo”, conta.

Pitica passa o dia percorrendo as ruas do centro da cidade fazendo propaganda para lojas. Quando precisa atravessar uma rua ele faz a festa: rebola, pula e brinca em frente aos carros enquanto os pedestres atravessam. Se algum motorista resolver se apressar ou desrespeitar a faixa de segurança ele não perdoa. “Eu abro os braços, ligo uma sirene e deixo todo mundo passar”, revela.

Serviços: (68) 9978-3958

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