
Polícia Militar estoura
banca de jogo
do bicho em Rio Branco
Bicheiros foram presos e 12 apostadores detidos no centro comercial
J. Guimarães
Os bicheiros Roosevelt Curty Abrev, 60, e Josemar Florêncio da Silva, 42, foram presos ontem à tarde pela Polícia Militar numa operação que culminou no fechamento da casa de jogo do bicho Monte Carlo, que há mais de 20 anos funcionava na rua Rui Barbosa, centro. No local a polícia apreendeu 15 cartuchos calibre 20, cerca de R$ 5 mil, bilhetes do jogo do bicho e deu ordem de prisão para 12 apostadores.
O material foi apreendido na banca e as pessoas envolvidas no caso, levadas para a 1a Unidade de Segurança Pública, no bairro Cadeia Velha. Os donos da banca foram ouvidos pelo delegado Henrique e depois enviados para o juizado. Já os apostadores foram liberados depois de prestar depoimentos.
O bicheiro Josemar Florencio da Silva disse que trabalha na Casa Monte Carlos desde 1994 e nunca tinha sido detido pela polícia. “Eu comecei a trabalhar com o jogo do bicho em 94, mas a Casa Monte Carlos há mais de 20 anos naquele local e a polícia nunca tinha incomodado a gente”, diz o bicheiro.
Ao ser indagado sob a ilegalidade do jogo, ele se defende alegando que a prática das apostas é uma fonte de renda para mais de 30 pessoas. “Cerca de trinta pais de famílias que não têm outra fonte de renda sustentam a esposa e os filhos dali. Ilegal ou não, é de lá que a gente vive”, alegou Josemar.
O jogo do bicho, assim como qualquer outro jogo de azar, é proibido em todo o Brasil. No Acre as poucas casas que insistem em manter suas portas abertas receberão, a partir de agora, a visita da polícia, que promete jogar duro com a ilegalidade do jogo daqui para frente.
Preso empresário que usava
documentos falsos na cidade
O empresário Evaldo Monteiro Lopes, 29, foi preso sexta-feira à noite ao se envolver numa briga de bar, e acabou sendo enviado ao presídio estadual acusado de falsificação de documentos.
Evaldo usava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa com uma foto sua, mas no nome de Edvaldo Monteiro Lopes, que seria seu irmão mais velho.
A falsificação foi descoberta depois que ele agrediu fisicamente um rapaz em um bar e fugiu do local numa caminhonete ao perceber a presença da polícia, mas foi detido logo em seguida pela Companhia de Trânsito, que o conduziu para a 1a Unidade de Segurança Pública, no bairro Cadeia Velha.
Depois de ser interrogado pelo delegado Dimas Moraes o empresário foi autuado em flagrante por falsidade ideológica, falsificação de documentos e foi recambiado para o complexo penitenciário do Estado Dr. Francisco D’Oliveira Conde.
Trio que furtou colono e ateou
fogo na casa da vítima é pego
Jance Eneudo Araújo Vieira, Vítor Francisco da Silva e José Rodrigues de Souza foram presos sexta-feira pela equipe da 8a Unidade de Segurança Publica, acusados de furtarem vários objetos do colono Raimundo Oliveira da Silva. Eles ainda atearem fogo na casa na vítima, no ramal Leonardo, projeto de assentamento Tocantins.
Os acusados teriam aproveitado a ausência de Raimundo para arrombarem sua casa, furtarem todos os objetos de valores, inclusive uma moto-serra e seis rolos de arame farpado e depois incendiar a casa da vítima, reduzindo-a a cinzas.
Depois de praticar o crime os ladrões fugiram para a cidade e deixaram os objetos escondidos no mato, mas um vizinho os viu ateando fogo na casa e os denunciou à polícia, que depois de intensa investigação conseguiu prender todos os acusados.
O primeiro a ser preso foi Vítor Francisco da Silva, que passou dois dias recolhido a uma das celas da 8a USP e decidiu confessar a participação no caso e revelar os nomes dos outros envolvidos, que também foram indiciados criminalmente e enviados para o complexo penitenciário estadual Dr. Francisco D’Oliveira Conde.
Além de prender os acusados, os policiais ainda conseguiram fazer com que eles revelassem onde tinham escondido os objetos para devolvê-los ao dono, que esteve ontem de manhã na delegacia e recebeu a motosserra e os rolos de arame.