
Polícia reabre inquérito
sobre
assassinato de Enock Pessoa
Hildebrando Pascoal é o
maior suspeito
de ter mandado matar o delegado
J. Guimarães
O assassinato do delegado Enock Pessoa de Araújo, ocorrido no dia 4 de dezembro de 1992, no Mercado Novo, bairro Cadeia Velha, será investigado novamente pela Polícia Civil do Acre a partir de amanhã. Uma das primeiras pessoas a serem interrogadas sobe o crime será o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, que hoje cumpre pena no presídio Papudinha, acusado de comandar um esquadrão da morte no Acre.
Enock foi executado com quatro tiros nas costas ao descer do carro no estacionamento do Mercado Novo para visitar a esposa em sua loja. Os disparos foram feitos à queima-roupa, sem que a vítima tivesse chance de sacar os dois revólveres que conduzia na cintura ou usar a inseparável metralhadora portátil que carregava a tiracolo.
Quatro dias depois do assassinato, foi preso em Porto Velho o pistoleiro Bruno da Conceição, o “Nego Bruno”, acusado de ser o executor do homicídio, mas ele foi morto por policiais acreanos quando era conduzido para Rio Branco e o assassinato do delegado continuou envolto em mistério. Na época, a Secretaria de Segurança Pública do Acre divulgou que o pistoleiro teria sido morto numa tentativa de fuga, mas a versão não convenceu a família de Enock, que chegou a dizer que a morte de “Nego Bruno” teria sido uma queima de arquivo para que o assassinato do delegado jamais fosse elucidado.
O caso será investigado a partir de amanhã pelo delegado Adolfo Regis, designado pelo próprio secretário de Segurança Pública, Fernando Melo, para cuidar do caso. Um dos primeiros suspeitos a serem interrogados por ele será o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, tido por alguns investigadores da Polícia Civil do Acre como o mandante do crime.
Hildebrando e Enock eram inimigos
Hildebrando teria motivos para mandar matar Enock Pessoa. Consta que o delegado, que também era acusado de comandar um grupo de extermínio dentro da Polícia Civil, teria dado ordens para o policial civil Sear Jasub eliminar o coronel PM e comandante do esquadrão da morte Hildebrando Pascoal.
Os homens comandados por Enock ainda chegaram a trocar tiros com os subordinados de Hildebrando em frente o Colégio Acreano, centro de Rio Branco, numa investida contra a vida do coronel, que saiu ileso da emboscada e jurou o inimigo de morte, chegando a mandar um caixão de presente para ele no dia de seu aniversário, segundo testemunhas.
Delegado era temido pelos bandidos
Tido como um delegado linha-dura, Enock Pessoa era um policial temido em Rio Branco na década de 80, fato que incomodava a supremacia do também durão Hildebrando Pascoal.
Entre várias ações policiais tidas como arrojadas pelas autoridades de segurança da época, o delegado Enock comandou a invasão ao morro do Marrosa no dia 13 de dezembro de 1987, na qual foram mortos os traficantes “Caga-Osso”, “Amarelinho”, “João Brigador”, e o próprio José Afonso Cândido, o “Marrosa”, tido pela polícia como o bandido mais perigoso que já existiu no Acre.
Bandido perigoso é tirado de circulação, afirma GAPC
O grupo antiassalto da Polícia Civil (GAPC) conseguiu prender sexta-feira à noite, na Baixada da Habitasa, Oziel Antônio Martins de Souza, o “Caboquinho”, acusado de tráfico de droga, tentativa de homicídio e desordem em via pública.
“Caboquinho” é acusado de envolvimento no assassinato de um rapaz e teria comandado uma invasão de traficantes à casa de uma senhora no bairro Baixada da Habitasa, em dezembro do ano passado, onde a mulher foi espancada a pauladas e ficou em coma por ter denunciado os traficantes à polícia.
Oziel também é citado como um dos principais chefes do tráfico de droga na Baixada da Habitasa. Ele foi preso por uma operação policial montada inclusivamente para tirá-lo de circulação.
Assaltantes são presos em flagrante no bairro Sobral
Jonas Lima de Souza, 21, Emerson da Silva França é o menor H.S.C., 16, foram presos ontem de madrugada, no bairro Sobral, por uma equipe da Polícia Militar depois de assaltarem Railson de Oliveira Pereira, de quem tomaram 110 reais e um telefone celular.
Railson voltava de uma festa, às 3 horas, e caminhava pela rua principal do bairro Sobral quando foi abordado pela quadrilha, que armada de faca e revólveres lhe obrigou a deitar no chão e entregar a carteira com o dinheiro.
Os bandidos ainda agrediram a vítima a ripadas antes de fugirem à pé. Mas uma radiopatrulha que fazia ronda pelo bairro abordou os acusados minutos depois deles cometerem o crime e os conduziu para a delegacia do Grupo Antiassalto da Polícia Civil (GAPC), onde eles permanecem presos.
A quadrilha é suspeita de ter praticado outros assaltos da região do Sobral e está sendo investigada pelo delegado Silvano Rabelo, que deverá coloca-la na sala de reconhecimento hoje para ela ser identificada por outras supostas vítimas.