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Rio Branco - Acre, terça-feira, 15 de abril de 2003
O futuro parece esperar os acreanos

Pela primeira vez na condição de ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva, nascida no seringal Bagaço, em plena selva amazônica, pisou as terras do Estado do Acre. Para variar, e com absoluta justiça, foi recebida pela população como uma verdadeira lenda viva.

Em Rio Branco, a ministra participou de quatro solenidades: a posse do cientista social Anselmo Forneck na administração regional do Ibama, a inauguração da Casa dos Povos da Floresta, um almoço com empresários no Palácio Rio Branco e a inauguração da Secretaria de Assuntos Indígenas.

Em todas essas solenidades, Marina Silva foi instada a fazer um discurso. E em todas as ocasiões, as suas palavras tiveram o poder de emocionar os presentes. De verdade, mesmo, deve-se ressaltar, nada estranho para todos os que a têm acompanhado ao longo da sua trajetória política.

Com profundo conhecimento das coisas e das causas da floresta, a seringueira que se fez ministra faz da oratória um dom quase divino. Ouvi-la, pode-se dizer sem nenhum temor de incorrer em exagero, é um enorme prazer. Via de regra, uma injeção de esperança para os menos favorecidos.

E na entrevista concedida com exclusividade ao editor-assistente Altino Machado, publicada nas páginas centrais deste jornal, além das palavras bonitas que saem da boca da senadora, uma grande notícia: o anúncio da vinda dos presidentes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento ao Acre, em junho, para uma reunião com todos os governadores da Região Norte.

Grande notícia por uma razão muito simples: se eles, os presidentes de tão importantes instituições financeiras, prontificam-se a nos visitar, certamente o fazem porque acreditam na seriedade das nossas autoridades e no potencial que esta terra representa. Verde como a esperança e a copa das árvores amazônicas, o futuro parece esperar os acreanos.

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