
Polícia Civil decreta guerra
aos traficantes de Rio Branco
Operações apreenderam armas, drogas e prenderam revendedores
J. Guimarães
Três operações simultâ-neas da Polícia Civil, segunda-feira à tarde, em locais diferentes da cidade resultaram na prisão dos traficantes Jairo de Morais Costa, Clebson de Oliveira e Paulo Augusto Ferreira. Com eles foram apreendidos armamento, munição e mais de 900 gramas de drogas do tipo pasta- base de cocaína e maconha prensada.
A primeira bocada de fumo estourada pelos policiais foi no bairro Esperança II, na casa no pedreiro Paulo Augusto, onde a polícia encontrou 52 papelotes de pasta-base de cocaína, 52 trouxinhas de maconha, substâncias do tipo barrilha para o preparo das drogas e um revólver calibre 38 municiado.
Logo em seguida uma outra equipe apreendeu no bairro Triângulo cerca de 39 papelotes de pasta- base de cocaína, 100 gramas de cocaína pura e prendeu o dono da bocada, Jairo de Morais Costa.
Um terceiro grupamento da Polícia Civil prendeu no bairro Areal Cleveson de Oliveira. Com ele foram encontrados uma escopeta, cinco cartuchos, 50 cabeças de pasta-base de cocaína e um vidrex de cocaína pura.
A operação policial de segunda-feira marca o inicío de uma série de ações que a Polícia Civil vai desenvolver a partir de agora em pontos mapeados pelo serviço de inteligência como locais de venda de drogas.
Pelotão Águia sobe Morro
do
Marrosa e volta a apreender droga
Cerca de quarenta e sete homens, entre soldados antigos e novatos em fase de treinamento do Pelotão Águia subiram o morro do “Marrosa”, ontem de manhã, apreenderam 25 facas, uma arma de fogo, cerca de 80 gramas de pasta-base de cocaína e prenderam três pessoas acusadas de envolvimento com o tráfico de droga no morro.
A operação militar teve dois propósito básicos. Inibir os traficantes do morro com uma ação surpresa e treinar, na prática, os alunos soldados PMs que estão ingressando no Esquadrão Águia.
Segundo o comandante da ação policial, capitão Welleson Rocha, o resultado da vistoria ao morro foi bastante proveitoso. “A quantidade de armas brancas apreendidas mostra que o trabalho do Esquadrão Águia alcançou seu objetivo, que era justamente mostrar para os novos integrantes como é realizada uma abordagem surpresa num local de risco, como é o caso do Morro do Marrosa”, disse o oficial.
Depois de patrulhar o morro o grupamento seguiu para a Baixada do Aeroporto Velho, onde realizou outras apreensões de armas e droga do tipo maconha.
Assassinos de corretora são
condenados a 74 anos de prisão
Mário Jorge Sampaio de Albuquerque, 27, Luciano Teles dos Santos, 21, e Filenir de Souza Mascarenhas, 28, acusados de matarem a própria colega, a corretora de imóveis Maria Joana Sabino Nobre, 27, no dia 18 de junho do ano passado, foram condenados a cumprir penas em regime fechado que somadas chegam a 74 anos de reclusão.
A sentença dos acusados foi proferida pela juíza Denise Bonfim, segunda-feira à noite, sendo que Luciano Teles dos Santos foi condenado a 30 anos de cadeia, e Mário Jorge recebeu a sentença de 27 anos, e 6 meses, ambos por homicídio e ocultação de cadáver. Já Filenir de Souza Mascarenhas foi condenada a 15 anos e 7 meses por co-autoria no crime.
Consta nos autos do processo que Mário Jorge Sampaio de Albuquerque convidou a amiga Maria Joana para um passeio em Brasiléia e a corretora de imóvel aceitou o convite do colega de infância. Mas ele já estava combinado com Luciano Teles, que também iria ao passeio, para em viagem matarem a amiga e venderem seu carro na Bolívia.
No dia 18 de junho de 2002, Joana pegou o dois no salão de Filenir, na avenida Nações Unidas, e conforme combinados seguiriam para Brasiléia. Mas Mário e Luciano renderam Joana com uma arma, obrigaram-na retornar a seu apartamento no conjunto Manoel Julião, onde roubaram R$ 3 mil e objetos de valor, e depois seguiram para a estrada da Floresta.
Daí para frente Luciano já tinha assumido a direção do carro da vítima e ela estava no banco de passageiro, enquanto Mário Jorge se encontrava no banco de trás. Mário Jorge apertou o pescoço da vítima e só soltou quando ela estava morta.
Depois de matar a corretora e desovar o corpo em um igarapé no quilometro 18 da estrada Transacreana, a dupla passou no salão de Filenir, pegou-a e foram à Bolívia vender o carro, um Fiat Uno, e negociar o telefone celular da vítima. Filenir ainda teria feito compras com o cartão de credito de Joana.
Ao voltarem da Bolívia, os três passaram a levar uma vida normal, como se nada tivesse acontecido, até o delegado Walter Prado ser comunicado do desaparecimento da corretora de imóveis e descobrir que ela tinha sido assassinada pelos próprios amigos e colegas de infância. Os acusados foram presos e revelaram o local onde tinham jogado o corpo de Jorna, vinte e seis dias depois. O cadáver já estava praticamente decomposto quando foi encontrado pela polícia.
Mulher é baleada dentro de
casa no bairro João Eduardo
A dona de casa Joice Souza Santos, 20, residente na rua Campo Grande, bairro João Eduardo, foi alvejada com um tiro de revólver na perna esquerda pelo vizinho Jorge Bezerra da Cruz, segunda-feira à noite, ao ser acusada pelo autor do tiro de estar escondendo sua esposa, Gucilene Santos Abreu.
Segundo a vítima, ela estava em casa, às 20 horas, quando Jorge bateu na porta à procura da ex-mulher, que segundo ele estaria escondida na casa de Joice. Ao responder que não sabia de Gucilene, a dona da casa foi alvejada na coxa esquerda.
O acusado fugiu logo em seguida enquanto que a vítima era conduzida ao pronto-socorro do Hospital de Base por vizinhos. Ela recebeu atendimento médico e depois foi à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher para registrar queixa contra Jorge, que até as 17 horas de ontem permanecia foragido.