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Rio Branco - Acre, quarta-feira, 23 de abril de 2003

A verdade sobre a reforma

Luis Carlos Moreira Jorge *

Algumas manjadas figuras políticas e sindicais, que nunca deram uma efetiva contribuição à sociedade em suas áreas de atuação, andaram ocupando alguns espaços na imprensa, para falar do que não conhecem, do que não leram – se leram não entenderam nada – no caso a reforma administrativa da prefeitura da capital, cujo projeto deve ser votado na Câmara Municipal de Rio Branco, por toda esta semana. Não vejo nem como desinformação, mas como maldade e mediocridade, seus comentários que os funcionários do quadro da administração municipal, serão prejudicados e poderão ser demitidos, caso a matéria venha ser aprovada pelos vereadores. É exatamente a antítese dos objetivos deste projeto.

O texto da reforma, em momento algum, avança na direção dos cargos dos servidores do quadro do município. O que vai sofrer modificações é a estrutura da máquina administrativa, enxugando o número de secretarias e de cargos de confiança, com a única e exclusiva finalidade de adequar o tamanho da prefeitura às suas reais condições financeiras.

O prefeito Isnard Leite está tendo a coragem que muitos não tiveram, talvez para não ferir interesses políticos, de colocar a prefeitura do tamanho ideal, para que a população possa ter um serviço público mais ágil e eficiente, afinal, são os contribuintes que bancam a estrutura funcional do município com o pagamento de seus impostos.

Qualquer leigo em administração sabe que quando se tem a despesa maior que a receita, seja nos setores público ou privado, inevitavelmente o fracasso vai acontecer. Para se ter uma idéia da desconexão, a prefeitura tem 313 cargos de confiança, e muito deles, sem a menor necessidade. Na reforma, este número será reduzido para apenas 162, sem causar qualquer prejuízo ao andamento das ações municipais. É bom lembrar novamente aos arautos da desinformação, que a redução não atinge o funcionário do quadro, mas tão somente aos que exercem funções temporárias, com vínculos provisórios.

Com o enxugamento o prefeito Isnard Leite vai ter condições de contratar um quadro técnico competente, que possa prestar um serviço de qualidade à população.

E todo este processo vem sendo feito de forma muito aberta, clara, em discussões francas com os vereadores, independente a que partido pertençam.

Os tempos são outros, na administração pública séria, que tem por objetivo o bem comum, não cabe mais o clientelismo, o empreguismo, o compadrio e o apadrinhamento.

A máquina pública tem que ser enxuta, com suas engrenagens funcionando, dando uma resposta pronta aos anseios da comunidade, assim é que tem que ser. Ou se toma esta direção ou o serviço público vai ser sempre um cabide de emprego para os protegidos pelos que estão no exercício do poder.

Exatamente fazer com que se mude a mentalidade arcaica de se administrar, é que o prefeito Isnard Leite teve a ousadia de promover a reforma estrutural da prefeitura de Rio Branco. A era é da modernidade, da agilidade e da eficiência, não comportando mais as velhas fórmulas de governar.

A reforma veio para beneficiar uma população como um todo. O funcionário de carreira da prefeitura terá todos os seus direitos e conquistas preservados, e qualquer contestação em contrário é a mais pura tolice.

Ainda que as velhas e manjadas matracas tenham tentado desinformar a população e estes servidores, seus esguichos não prosperarão, porque a verdade dos fatos será a sua grande adversária.

Que descanse em paz a velha e atrasada estrutura da prefeitura de Rio Branco.

* Assessor de Comunicação da PMRB

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