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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 24 de abril de 2003

O Basa pode ficar mais perto

O economista acreano Mâncio Lima Cordeiro, novo presidente do Banco da Amazônia, foi corajoso ao afirmar durante a solenidade de posse em Belém que estava assumindo o cargo em nome de Chico Mendes e de Wilson Pinheiro, líderes seringueiros assassinados no Acre por defenderem a floresta e sua gente. Mâncio acrescentou que reverencia a todos os heróis da Amazônia nos dois líderes.

Embora a presidência do Basa tenha sido um cargo tradicionalmente ocupado por acreanos (Jorge Kalume, Geraldo Mesquita, Jorgenei Ribeiro, Flora Coelho e agora Mâncio Lima), somente agora, podemos esperar uma mudança na política do banco capaz de democratizar os recursos mobilizados pela instituição. Porque existe toda uma conjuntura nacional cobrando isso e a elite paraense que sempre ficou com o melhor quinhão terá que conviver com essa nova situação.

Foi importante, neste sentido, que o governador, os parlamentares e outras autoridades acreanas fossem em peso prestigiar a sua posse. Afinal, Mâncio Lima terá respaldo do Presidente Lula para fazer o Basa cumprir seu papel de banco de desenvolvimento regional com o enfoque da sustentabilidade, uma palavra que causa arrepios à maioria dos empresários paraenses. E estes, provavelmente, vão fazer de tudo para desqualificar a gestão do ex-secretário da Fazenda de Jorge Viana.

Nestas circunstâncias, é bom que os democratas da Amazônia (incluindo os empresários sérios e os de boa vontade) estejam atentos para essa possibilidade concreta de termos um banco com muito dinheiro em caixa ajudando a concretizar o sonho da sociedade sustentável na Amazônia. A ajuda pode ser significativa até quando o cidadão comum decidir abrir sua conta e passar a confiar mais no banco regional.

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