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Rio Branco - Acre, sábado, 26 de abril de 2003
Malucos mancham o Parque de sangue

O Governo do Estado precisa pensar urgentemente numa campanha de orientação sobre o trânsito de pessoas e veículos no Parque da Maternidade. Ali, no espaço de uma semana, duas pessoas morreram atropeladas por bicicletas. A vítima mais recente foi a professora aposentada Sebastiana Rodrigues de Almeida, 64 anos, que sofreu traumatismo craniano após ser atingida violentamente por um ciclista. O maluco, que não respeitou a sinalização, desapareceu sem socorrer Sebastiana e o marido, o educador João de Almeida,72, também jogado ao chão.

Uma obra que enche de orgulho a população acreana, o Canal da Maternidade em curtíssimo espaço de tempo virou a principal área de lazer para muitas pessoas de todas as idades e de diferentes regiões da cidade. Muitos, porém, ainda não se familiarizaram com a sinalização e com as preferências estabelecidas na obra. Pedestres, condutores de veículos motorizados e de bicicletas ainda se atrapalham nos cruzamentos e com as faixas e placas colocadas no local. Sem falar na má educação daqueles que não se sentem obrigados a seguir as regras do trânsito.

As famílias que moram ao longo dos 10 quilômetros do Canal testemunham diariamente a irresponsabilidade de ciclistas e motoristas que põem em risco a vida de muitas pessoas. Os pedestres, por sua vez, ficam indecisos diante das faixas que lhes indicam prioridade de passagem. Enquanto os poucos guardas colocados no local costumam ser vistos conversando em grupos, distantes e alheios ao descumprimento das normas de trânsito estabelecidas.

Uma campanha simultânea pelas emissoras de rádio e TV, e pelos jornais, se impõe como forma de ajudar a reduzir os riscos de acidentes. Mas o mais eficiente será espalhar mais guardas de trânsito, atentos sobretudo para os ciclistas irresponsáveis que costumam andar em grupos invadindo até as vias destinadas aos pedestres. Talvez seja necessário também estabelecer limites de velocidades para os veículos e até recorrer ao uso dos chamados pardais eletrônicos.

O Parque da Maternidade é uma conquista dos cidadãos de Rio Branco e não pode ser manchado de sangue e dor por criminosos do trânsito.

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