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Escrito por Marcos Coimbra *
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02-Set-2010 |
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Nada melhor que considerar casos concretos para tornar mais claras algumas questões abstratas. Eles nos ajudam a entendê-las, trazendo-as para nossa experiência cotidiana.
Nossa legislação eleitoral é criticada por muitas pessoas e já existe quase um consenso de que é necessário mudá-la em profundidade. Seria ótimo se o presidente (mais provavelmente, a presidente) que estamos agora elegendo decidisse encampar a ideia, assumindo a iniciativa de provocar o Congresso para que não tardasse a discuti-la. É no começo dos governos, quando é máxima a força do Planalto, que essas coisas devem ser feitas.
Os problemas que ela apresenta são conhecidos por todos, mas é sempre surpreendente vê-los, na prática, outra vez. Alguns ficam especialmente visíveis apenas nesta época em que estamos, de reta final.
Um deles é o modo como ela trata os nanicos, nome que nosso vocabulário político adotou para designar os candidatos dos micro-partidos. Sem desmerecer nenhum deles, são, muitas vezes, representantes de partidos que só existem em nichos minúsculos da opinião pública, com base social insignificante.
Há países, como os Estados Unidos, com leis que permitem que partidos assim lancem candidatos a qualquer cargo, incluindo o de presidente da República. Outros, a maioria, são mais rigorosos. Os partidos precisam percorrer um caminho longo, com crescente desempenho, para funcionar normalmente e disputar todos os cargos.
Se o Judiciário não tivesse derrubado a legislação emanada do Congresso relativa à cláusula de barreira, não teríamos, já nestas eleições, muitas das legendas e alguns dos milhares de candidatos que disputam os diversos cargos. Como, no entanto, ficou consagrado o vale-tudo a respeito da representatividade partidária, estamos, de novo, às voltas com os nanicos.
Ficando apenas nas eleições presidenciais, temos os 3 “grandes” - Dilma, Serra e Marina – e mais 4 de partidos de extrema esquerda, dos quais o único com alguma performance apreciável é o PSOL. PSTU, PCO e PCB não têm sustentação relevante na sociedade. Falam para si mesmos e ninguém os ouve. Parece que se consideram “candidatos de atitude”, cumprindo um papel auto-atribuído de “vanguarda ideológica” (seja lá o que imaginam que isso seja).
Dois outros candidatos não se justificam em termos ideológicos. São figuras inexpressivas e algo cômicas, que reaparecem a cada eleição sem nenhuma finalidade, falando insignificâncias.
Faz parte da democracia a liberdade para que qualquer um possa defender suas ideias, mesmo que mais ninguém queira conhecê-las. Até o mais bizarro dos candidatos deve poder existir.
O que não se compreende é que tenhamos adotado uma legislação que permite a todos o acesso à propaganda eleitoral nos meios de comunicação de massa, obrigando o cidadão a vê-los quando se informa a respeito das eleições. Sua presença é antipedagógica e só faz aumentar a distância entre eleitores e sistema político.
Nossa legislação impede que o jornalismo das emissoras de televisão faça o que deveria fazer: dar mais espaço ao que é mais importante, àquilo que interessa. Em uma limitada e questionável interpretação do princípio da isonomia, exige que cada candidato (excluídos apenas os mais irrelevantes) tenha exatamente o mesmo tempo de cobertura.
Com isso, ao invés de aprofundar a cobertura das candidaturas que de fato estão na disputa, elas ficam restritas a um enfadonho acompanhamento do “dia a dia” dos candidatos”. Sem qualquer consequência, diga-se de passagem. Marina e Plínio estavam, em começos de agosto (quando se tornaram presença quase cotidiana nos telejornais de todas as emissoras), do mesmo tamanho que estão hoje: de modesto a nenhum.
Não é difícil dizer o que precisa ser feito. Na propaganda gratuita, simplesmente restringir o acesso aos candidatos de partidos representativos, dentro de critérios razoáveis. No jornalismo, adotar o que, perante situação semelhante, se tornou regra em alguns países. Voltando a falar nos Estados Unidos, lá os veículos podem invocar o princípio do “interesse jornalístico legítimo” para orientar sua cobertura das eleições. Os insatisfeitos podem recorrer à Justiça, mas, raramente, o fazem.
* Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Escrito por Marx Dantas (MD) *
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01-Set-2010 |
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“Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (1 Coríntios 11:25).
Pergunta: O que havia dentro do cálice que Jesus tomou? Suco de uva? Água? Nenhum dos dois! Havia vinho. Mas, porque Jesus compararia o seu sangue com o vinho? O que essa bebida forte que embriaga e que inclusive fora proibida por Deus no antigo testamento tem em comum ao puro e precioso sangue de Jesus? Aliás, Jesus gostava de apreciar um bom vinho, o que inclusive fora alvo de comentários maldosos que davam conta de Jesus ser um “pé-inchado” de primeira (Lucas 7:34). Seu primeiro milagre inclusive foi transformar água em vinho.
Mas, de onde vem o vinho? Existem várias crenças acerca de como e onde o vinho surgiu. Os gregos, por exemplo, acreditavam que a bebida era uma dádiva de seus deuses. Para os cristãos, foi Nóe quem produziu o primeiro vinho (com álcool) do mundo (Gênesis 9:20). Ele ficou tão bêbado, que foi encontrado “peladão” em sua tenda pelo seu filho Cão. Isso destrói por completo toda e qualquer especulação que diga que o vinho daquela época não tinha álcool. Aliás, vale ressaltar que para a bebida ser considerada vinho, a uva deve ser prensada e fermentada até que o açúcar natural das uvas se transformem completamente em álcool. Se apenas prensarmos a uva sem fermentá-la nós teremos um suco. Essa é a diferença principal entre vinho e suco de uva. Portanto, não existe vinho sem álcool. Afirmar uma sandice desse porte é o mesmo que dizer que omelete não tem ovo.
Para entender o processo do vinho é necessário conhecer os tipos de vinificação: Tinto, Branco e Rosé. Seus processos de envelhecimento também variam em três: Crianza - Corresponde a vinhos no terceiro ano, que tenham permanecido pelo menos um ano em barril de carvalho. Reserva - vinhos selecionados com envelhecimento mínimo entre barril de carvalho e garrafa de três anos, dos quais, ao menos um em barril e Gran Reserva – safra de grandes colheitas, envelhecidos pelo menos dois anos em barril de carvalho e três em garrafa. De acordo com as regras definidas pelo Conselho Regulador da Denominação de Origem Controlada da Rioja (Espanha).
Mas e a comparação que Jesus fez entre seu sangue e o vinho? Ora, essa comparação vai além do superficial. O sangue contém seres vivos. São os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e as plaquetas, tendo cada um deles uma função definida. Os glóbulos vermelhos levam oxigênio. Os brancos combatem infecções e as plaquetas ajudam na coagulação do sangue. Em resumo, o sangue contém VIDA! Sem esses seres no sangue, não sobreviveríamos. Não teríamos oxigênio em nosso corpo ou qualquer tipo de imunidade contra as bactérias que nos atacam nosso diariamente.
Coincidentemente (ou não), o vinho também contém seres vivos. Por causa de sua fermentação e envelhecimento o vinho acaba por gerar bactérias. Essas bactérias ajudam o nosso corpo a reduzir o risco de doenças cardíacas, como cardiopatia coronária isquêmica - que leva ao infarto, assim como outras doenças. Isso ocorre principalmente devido à presença de poli fenóis, existentes em maior quantidade nos vinhos tintos.
Esses compostos, em especial o resveratrol, têm propriedades antioxidantes que diminuem a ação dos radicais livres (substâncias geradas nas inflamações, isquemia, estresse, excesso de sol, poluição e cigarros), os quais estão relacionados a dezenas de doenças como câncer, catarata, aterosclerose e ao envelhecimento. Os vinhos tintos também ajudam evitar a destruição de linfócitos, preservando o sistema imunológico e aumentando a resistência das fibras de colágeno que dão elasticidade à pele e aos vasos sanguíneos.
Também inibe a atividade dos osteoblastos, que destroem os ossos através de doenças como a osteoporose. Os franceses, por exemplo, apresentam baixos índices de problemas cardíacos, apesar da dieta rica em gordura e da pouca prática de esportes. O segredo? Um ou dois cálices de vinho tinto durante as refeições, não esquecendo também uma taça de água.
Até o apóstolo Paulo que não era nenhum analfabeto, tinha conhecimento dos benefícios do vinho. Um dos conselhos que ele dá a Timóteo que sofria de freqüentes doenças estomacais (que alguns teólogos afirmam ser gastrite), foi tomar um pouco de... vinho! (1 Timóteo 5:23).
Jesus tinha o domínio completo da inteligência. Isso é evidente na bíblia em várias passagens. Jesus sabia desse detalhe. De como age o sangue e como é formado o vinho. Não foi à toa que Ele disse: ISTO É O MEU SANGUE! O vinho literalmente contém vida, assim como o sangue, que é VIDA!
Jesus gostava de fazer comparações.Ele sabia que isso auxilia nossa compreensão daquilo que ele falava. Ele não usou apenas o vinho, mas também usou outros alimentos como pão e até temperos como o sal, para ilustrar sua linha de raciocínio. Mas isso, já é outra história.
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Escrito por Frei Betto
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31-Ago-2010 |
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Entre 1º e 7 de setembro o Fórum Nacional da reforma agrária e Justiça no Campo promoverá, em todo o Brasil, o plebiscito pelo limite da propriedade rural. Mais de 50 entidades farão da Semana da Pátria e do Grito dos Excluídos, celebrado todo 7 de setembro, um momento de clamor pela reforma fundiária em nosso país.
Vivem hoje na zona rural brasileira cerca de 30 milhões de pessoas, pouco mais de 16% da população do país. O Brasil apresenta um dos maiores índices de concentração fundiária do mundo: quase 50% das propriedades rurais têm menos de 10ha e ocupam apenas 2,36% da área do país. E menos de 1% das propriedades rurais (46.911) têm área acima de 1 mil hectares cada e ocupam 44% do território (IBGE, 2006).
As propriedades com mais de 2.500ha são apenas 15.012 e ocupam 98,5 milhões de hectares: 28 milhões de hectares a mais do que quase 4,5 milhões de propriedades rurais com menos de 100ha.
Diante desse quadro de grave desigualdade, não se pode admitir que imensas propriedades rurais possam pertencer a um único dono, impedindo o acesso democrático à terra, que é um bem natural, coletivo, porém limitado.
O objetivo do plebiscito é demonstrar ao Congresso Nacional que o povo brasileiro deseja que se inclua na Constituição um novo inciso limitando a propriedade da terra princípio adotado por vários países capitalistas a 35 módulos fiscais. Áreas acima disso seriam incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.
O módulo fiscal serve de parâmetro para classificar o tamanho de uma propriedade rural, segundo a Lei 8.629 de 25/2/93. Um módulo fiscal pode variar de 5ha a 110ha, dependendo do município e das condições de solo, relevo, acesso etc. É considerada pequena propriedade o imóvel com o máximo de quatro módulos fiscais; média, 15; e grande, acima de 15 módulos fiscais.
Um limite de 35 módulos fiscais equivale a uma área entre 175ha (caso de imóveis próximos a capitais) e 3.500ha (como na região amazônica). Apenas 50 mil entre as 5 milhões de propriedades rurais existentes no Brasil se enquadram nesse limite. Ou seja, 4,950 milhões de propriedades têm menos de 35 módulos fiscais.
O tema foi enfatizado pela Campanha da Fraternidade 2010, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Todos os dados indicam que a concentração fundiária expulsa famílias do campo, multiplica o número de favelas e a violência nos centros urbanos. Mais de 11 milhões de famílias vivem, hoje, em favelas, cortiços ou áreas de risco.
Nos últimos 25 anos, 1.546 trabalhadores rurais foram assassinados no Brasil; 422 presos; 2.709 famílias expulsas de suas terras; 13.815 famílias despejadas; e 92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra. Foram registradas ainda 2.438 ocorrências de trabalho escravo, com 163 mil trabalhadores escravizados.
Desde 1993, o Grupo Móvel do Ministério do Trabalho libertou 33.789 escravos. De 1.163 ocorrências de assassinatos, apenas 85 foram a julgamento, com a condenação de 20 mandantes e 71 executores. Dos mandantes, somente um se encontra preso, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, um dos mandantes da eliminação da irmã Dorothy Stang, em 2005.
Tanto o plebiscito quanto o abaixo-assinado visam a aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC 438) que determina o confisco de propriedades onde se pratica trabalho escravo, bem como limites à propriedade rural. As propriedades confiscadas seriam destinadas à reforma agrária.
Embora o lobby do latifúndio apregoe as maravilhas do agronegócio, quase todo voltado à exportação e não ao mercado interno, a maior parte dos alimentos da mesa do brasileiro provém da agricultura familiar.
Ela é responsável por toda a produção de verduras; 87% da mandioca; 70% do feijão; 59% dos suínos; 58% do leite; 50% das aves; 46% do milho; 38% do café; 21% do trigo.
A pequena propriedade rural emprega 74,4% das pessoas que trabalham no campo.
O agronegócio, apenas 25,6%. Enquanto a pequena propriedade ocupa 15 pessoas por cada 100ha, o agronegócio, que dispõe de tecnologia avançada, somente 1,7 pessoa.
Mais informações e para assinar abaixoassinado: www.limitedaterra.org.br
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Escrito por Leonardo Boff *
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30-Ago-2010 |
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Há uma feliz singularidade na atual disputa presidencial no Brasil: a presença de duas mulheres, Marina Silva e Dilma Rousseff. Elas são diferentes, cada qual com seu estilo próprio, mas ambas com indiscutível densidade ética e com uma compreensão da política como virtude a serviço do bem comum e não como técnica de conquista e uso do poder, geralmente, em benefício da própria vaidade ou de interesses elitistas que ainda predominam na democracia que herdamos.
Elas emergem num momento especial da história do pais, da humanidade e do planeta Terra.
Se pensarmos radicalmente e chegarmos à conclusão como chegaram notáveis cosmólogos e biólogos de que o sujeito principal das ações não somos nós mesmos, num antropocentrismo superficial, mas é a própria Terra, entendida como superorganismo vivo, carregado de propósito, Gaia e Grande Mãe, então diríamos que é a própria Terra que através destas duas mulheres nos está falando, conclamando e advertindo. Elas são a própria Terra que clama, a Terra que sente e que busca um novo equilíbrio.
Esse novo equilíbrio deverá passar pelas mulheres predominantemente e não pelos homens. Estes, depois de séculos de arrogância, estão mais interessados em garantir seus negócios do que salvar a vida e proteger o planeta. Os encontros internacionais mostram-nos despreparados para lidar com temas ligadas à vida e à preservação da Casa Comum.
Nesse momento crucial de graves riscos, são invocados aqueles sujeitos históricos que estão, pela própria natureza, melhor apetrechados a assumirem missões e ações ligadas à preservação e ao cuidado da vida. São as mulheres e seus aliados: aqueles homens que tiverem integrado em si as virtudes do feminino. A evolução as fez profundamente ligadas aos processos geradores e cuidadores da vida.
Elas são as pastoras da vida e os anjos da guarda dos valores derivados da dimensão da anima (do feminino na mulher e no homem) que são o cuidado, a reverência, a capacidade de captar, nos mínimos sinais, mensagens e sentidos, sensíveis aos valores espirituais como a doação, o amor incondicional, a renúncia em favor do outro e a abertura ao Sagrado.
O feminismo mundial trouxe uma crítica fundamental ao patriarcalismo que nos vem desde o neolítico. O patriarcado originou instituições que ainda moldam as sociedades mundiais como: a razão instrumental-analítica que separa natureza e ser humano e que levou à dominação sobre os processos da natureza de forma tão devastadora que se manifesta hoje pelo aquecimento global; criou o Estado e sua burocracia, mas organizado nos interesses dos homens; projetou um estilo de educação que reproduz e legitima o poder patriarcal; organizou exércitos e inaugurou a guerra.
Afetou outras instâncias como as religiões e igrejas cujos deuses ou atores são quase todos masculinos. O “destino manifesto” do patriarcado é do dominium mundi (a dominação do mundo), com a pretensão de fazer-nos “mestres e donos da natureza”(Descartes).
Atualmente, os homens (varões) se fizeram vítimas do “complexo de deus” no dizer de um eminente psicalista alemão K. Richter. Assumiram tarefas divinas: dominar a natureza e os outros, organizar toda a vida, conquistar os espaços exteriores e remodelar a humanidade. Tudo isso foi simplesmente demais. Não deram conta. Sentem-se um “deus de araque” que sucumbe ao próprio peso, especialmente porque projetou uma máquina de morte, capaz de erradicá-lo da face da Terra.
É agora que se faz urgente a atuação salvadora da mulher. Damos razão ao que escreveu anos atrás o Fundo das Nações Unidas para a População:”A raça humana vem saqueando a Terra de forma insustentável e dar às mulheres maior poder de decisão sobre o seu futuro pode salvar o planeta a destruição”. Observe-se: não se diz “maior poder de participação às mulheres”coisa que os homens concedem mas de forma subalterna. Aqui se afirma: “poder de decisão sobre o futuro.” Essa decisão, as mulheres devem assumir, incorporando nela os homens, pois caso contrário, arriscaremos nosso futuro.
Esse é o significado profundo, diria, providencial, das duas candidatas mulheres à Presidência do Brasil: Marina Silva e Dilma Rousseff.
* Teólogo
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Escrito por Marcos Inácio Fernandes (Marcão) *
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28-Ago-2010 |
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Companheiros da Extensão do Acre.
Dirijo-me aos companheiros da Extensão do Acre para conclamá-los à uma reflexão política sobre o processo eleitoral em curso e, para apresentar aos companheiros, os candidatos às eleições proporcionais, que estamos apoiando. Nessas eleições, votaremos para Presidente, Senadores (2 cadeiras), Governador, Deputados Federais (8 cadeiras) e Deputados Estaduais (24 cadeiras).São eleições decisivas para a consolidação do ciclo virtuoso que vive o Brasil desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência. Nesse período, vem ocorrendo, simultaneamente, quatro fenômenos: democracia, crescimento econômico, inflação baixa e controlada e distribuição de renda. O Brasil avançou e o Acre tem acompanhado esse avanço, desde o tempo que o PT chegou ao governo com Jorge Viana, em 1998.
Agora em 2010, chegou “a hora da onça beber água” (como disse Lula na primeira vez que veio ao Acre). É tempo de tomar decisões sobre o nosso futuro. A hora não comporta indiferenças e omissões. De um lado, está o projeto progressista prá fazer o Brasil e o Acre avançar, com o PT e seus aliados políticos. Do outro lado, está o campo conservador da oposição, com o PSDB, DEM e a mídia golpista e manipuladora (Globo, Veja, Época, Folha de São Paulo, Estadão, entre outros) .
Nas eleições proporcionais para Deputados federais e estaduais, estamos apoiando para Federal Sibá Machado (nº 1313). Sibá foi secretário da SEATER, no início do governo Jorge Viana, iniciando o trabalho de resgate da Extensão no Acre, tirando-a do fundo do poço. Como Senador da República continuou apoiando o nosso serviço alocando, consideráveis, recursos de suas emendas parlamentares. Quando estive a frente da SEATER recebi, integral apoio do Sibá, e pude acompanhar seu desempenho em defesa da agricultura familiar, da Extensão Rural/Agroflorestal e da classe trabalhadora rural.
Para Deputado Estadual estou apoiando e pedindo votos para o companheiro CARDOSO (Nº 13.100). Conheço Cardoso desde os anos 80. Trabalhamos juntos na CEPA e na EMATER e posso testemunhar sobre o seu caráter político, pessoal e profissional. Quando recentemente assumiu a Superintendência do INCRA foi um grande parceiro da Extensão e fez avançar a Reforma Agrária no Estado, implantando Projetos de assentamentos que são modelos para o Brasil (O Projeto da Bonal e da Nova Baixa Verde).
Encaminho para conhecimento dos companheiros o Blog do Cardoso: <cardosomilitante.blogspot.com> acesse-o e conheça melhor o nosso candidato. Posso garantir aos companheiros que, dos quase 400 candidatos que disputam uma das 24 vagas à Assembléia Legislativa do Estado, são pouquíssimos os que podem apresentar uma trajetória de militância política como a do Cardoso. Nos anos de chumbo da ditadura militar, ele amargou a prisão, o exílio e a clandestinidade. Nos anos 80, já no Acre, ajudou a organizar o PT e foi o candidato do partido na 1ª eleição à Prefeitura de Rio Branco em 1985. Hoje é muito fácil e, até conveniente, ser do PT e muitos candidatos procuram pescar no “açude da Extensão”, pois sabem do potencial político/eleitoral do nosso serviço, que na última eleição contribuiu, decisivamente, para a eleição do nosso amigo Cartaxo. Agora, LULA é DILMA e CARTAXO é CARDOSO. Precisamos resgatar a nossa representação na Assembléia e o nome mais identificado com o nosso serviço, com a Agricultura Familiar e com os trabalhadores rurais é o do Cardoso.
Cardoso tem história, tem militância e tem compromissos com a classe trabalhadora, especialmente, os trabalhadores rurais. Não tenho dúvidas que CARDOSO e SIBÁ farão UM MANDATO DE CLASSE.
P.S. Nesse dia do soldado, a palavra de ordem é; desembainhar os sabres e ir pro corpo a corpo pedir votos para a Dilma, Tião Viana, Jorge, Edvaldo, Sibá e Cardoso, até a vitória no dia 3 de outubro.
Saudações Extensionistas e democráticas
* Extensionista, secretário da Seater no governo Jorge Viana e professor
aposentado da Ufac
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