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Olhar no retrovisor
Jorge Viana (PT/foto) está vendo os adversários na disputa para o Senado apenas no retrovisor. No mesmo espelho, na briga pela segunda vaga, a barbicha do comunista Edvaldo Magalhães começa a encostar no cangote de Sérgio Petecão. Este mês de setembro será acelerado para os candidatos. Quem tirar os pés ou as mãos do acelerador pode ser atropelado.
Reunião de motivação
Ontem cedo, Jorge Viana reuniu a coordenação de campanha para celebrar os resultados e pedir para a turma manter os pés no chão. O ex-governador disse que ações como essas criam a sinergia. O candidato ao Senado festeja o crescimento de Dilma Rousseff e Edvaldo Magalhães.
Questão de honra
As lideranças da FPA têm como questão de honra deixar José Serra na terceira posição, atrás de Dilma Rousseff e de Marina Silva. O tucano ainda está em primeiro com pequena margem, mas a tendência é de que seja ultrapassado pela “mulher de Lula”.
Batalha na capital
O Ibope pesquisou em Rio Branco e nos vales do Juruá e do Acre. Os números apurados revelam que a batalha eleitoral entre Edvaldo Magalhães (PC do B) e Sérgio Petecão (PMN) será na capital do Estado. Ganhará quem tiver maior poder de fogo e aliados entre os candidatos proporcionais.
Mobilizador na frente
Na capital, Petecão está na dianteira, o que é normal por ser sua base e contar com o recall de 2008, quando concorreu a prefeito. Perde por pequena margem no Vale do Juruá e tem poucos pontos à frente no Vale do Acre.
Jorge nas alturas
Jorge Viana tem potencial eleitoral muito alto em todas as localidades pesquisadas. O petista tem 68% na capital, 63% no Juruá e 56% no Vale do Acre. Também é detentor de alto poder de transferência de voto.
Soma percentuais
Edvaldo Magalhães tem 31% das intenções de votos. A pesquisa apurou que existem 29% de eleitores indecisos. Os percentuais somados dão o resultado quase igual ao de Jorge Viana. É bom pensar nisso.
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Bem recebidos
Em que pese o resultado apontando Edvaldo Magalhães sete ponto atrás de Sérgio Petecão, a pesquisa foi bem recebida pela cúpula da FPA. As lideranças lembraram que a campanha não foi contaminada pelas críticas direcionadas ao governo estadual na área de segurança pública.
Estratégia de crescimento
A estratégia da FPA desde o começo era fazer Dilma Rousseff e Edvaldo Magalhães crescerem. Ambos cresceram bem e ultrapassaram a casa dos 30%. A candidata petista à Presidência teve um crescimento considerado extraordinário, pois saiu de 17% para 32%.
Lembrando 2002
A dianteira de sete pontos de Sérgio Petecão não assusta os líderes da FPA. Nas eleições de 2002, por exemplo, no dia 31 de agosto, Geraldinho Mesquita tinha apenas 19%. Quando as urnas foram abertas, o ex-socialista saiu eleito ao lado de Marina Silva.
Geraldinho era o terceiro
Há oito anos, Geraldinho Mesquita era o terceiro colocado. Estava atrás de Marina Silva (57%) e Nabor Júnior (27%). Marcio Bittar e Sérgio Barros tinham 17% cada. Naquela eleição, os candidatos da oposição somaram 61%.
Resultado final
Quando as urnas foram abertas, Marina Silva foi reeleita com 32,29% dos votos válidos. Geraldinho Mesquita ficou em segundo, com 21,51%. Todos os candidatos da oposição atingiram 46,17%.
Votos válidos
Tião Viana seria eleito governador com 58%. Esse percentual salta para 69% quando são computados apenas os votos válidos. Tião Bocalom, que tem 25%, chega aos 30% quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos.
Conquista do Juruá
Tradicionalmente, o Juruá é apontado como região difícil para a FPA. Este ano caminha para ser diferente. As pesquisas indicam que todos os candidatos majoritários da coligação tendem a vencer na terra dos nauas.
Vitória esmagadora
Para se ter noção da situação no Juruá, é na região que o senador Tião Viana tem o maior percentual de votos para governador, com 65%. O petista tem 57% em Rio Branco e 53% no Vale do Acre.
Rejeição de Bocalom
Além de ter apenas 15% da intenção de voto dos juruaenses, o tucano tem uma rejeição altíssima na região - 26% dos eleitores do Juruá não votariam neles de jeito nenhum.
Perspectiva de vitória
Se depender do que pensa o eleitor, Tião Viana pode adquirir o paletó para tomar posse no lugar de Binho Marques. Independentemente em quem vota, 70% dos entrevistados acham que ele será governador.
Dia decisivo
Hoje está sendo encarado como o dia do tudo ou nada para Nilson Areal (PR). Informação que chegou à coluna dá conta de que o TSE decidirá sobre o retorno ou não do republicano para a prefeitura de Sena Madureira.
A luta de Bestene
José Bestene (PP) não se entregou com a decisão do ministro do TSE Arnaldo Versiani, que impugnou sua candidatura a deputado estadual. O progressista ingressou com um agravo para que a matéria seja votada no plenário da corte eleitoral. Se não lograr êxito, pretende chegar ao STF.
A vez do Senado
Com a candidatura de Dilma Rousseff estabilizada e com folga em relação a José Serra, Lula vai se empenhar para tentar eleger uma bancada forte no Senado. Quer construir uma base sólida para a pupila.
Três governadores
No entender de Lula, um senador vale mais do que três governadores. Seguindo esse entendimento, o presidente gravará pedindo votos para os candidatos que apoia. Jorge Viana e Edvaldo Magalhães estão entre eles.
Efeitos do PAC
Pode ser creditado às obras do PAC o crescimento de Dilma Rousseff no Juruá. A petista também supera Jose Serra no Vale do Acre. 41% dos juruaenses pretendem votar na petista, contra 33% do tucano e apenas 6% de Marina Silva.
Empate na capital
Acreana, Marina Silva empata com José Serra em Rio Branco. Ambos têm 31%. Pela recente pesquisa do Ibope, somente 26% dos moradores da capital pretendem votar em Dilma Rousseff.
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