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Hospital do Câncer completa cinco anos com sentimento de dever cumprido Imprimir E-mail
Escrito por Lane Valle - lanevalle@pagina20.com.br   
25-Mai-2012

Unidade foi fundada em 2007 e possui 3,7 mil prontuários de pacientes em tratamento ou acompanhamento

Há cinco anos, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) era o carro-chefe do governo quando o assunto era câncer. Hoje essa realidade mudou. Pacientes diagnosticados com a doença não precisam mais deixar o Estado em busca de tratamento.

A cura está perto e de forma bem mais acessível e humanizada no Hospital do Câncer, em Rio Branco. Atualmente, a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Acre (Unacon) realiza uma média de seiscentas sessões de quimioterapia, quinze mil aplicações de radioterapia, e é referência no atendimento da doença na Região Norte.

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Acre tem uma estimativa de mais de 800 novos casos de câncer por ano. Governo, por meio da Secretaria de Saúde, investe cerca de R$ 2,4 milhões por ano no tratamento da doença

Inaugurado há cinco anos com meta de atendimento para mil pacientes em doze meses, o Hospital do Câncer atende três vezes mais essa demanda (cerca de 3.700 atendimentos) ao longo do ano. O local ainda conta com o serviço de emergência 24 horas disponível aos pacientes em tratamento.

O Acre tem uma estimativa de mais de 800 casos novos de câncer por ano. Desse total, cerca de 440 são registrados em Rio Branco, onde vivem  mais de 50% da população. Os tipos de câncer de comportamento mais agressivo entre os homens são o de próstata, estômago e pulmão. Entre as mulheres, os de colo de útero, mama e pulmão são os mais comuns no Estado.

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De 2007 para cá, segundo informou o diretor do Hospital do Câncer, Antônio Vendette, o número de mortes tem diminuído. Durante esses cinco anos, ele conta que 481 pacientes morreram em decorrência de câncer no Acre, ou seja, o número de mortes representa 13% dos 3.700 pacientes diagnosticados com a doença.

Uma luz no fim do túnel

Em uma luta diária contra uma doença assustadora que invade a vida das pessoas sem se importar com idade, sexo nem cor, os pacientes da Unacon contam com os mais diferentes recursos para o tratamento da doença no Acre. São dezenas de profissionais, entre oncologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e cirurgiões que não medem esforços para cuidar as pessoas que ali se encontram.

Receber um diagnóstico de câncer no Acre não é mais sinônimo de sentença de morte. O Hospital do Câncer vem se modernizando para que isso não mais aconteça. A luta certamente será grande para quem inicia essa batalha, mas a equipe está empenhada e preparada para garantir a vitória da vida ao término do tratamento. A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Acre, que faz parte do complexo do Hospital das Clínicas e atua em parceria com as demais unidades, está apta a receber e tratar crianças e adultos, inclusive com intervenções cirúrgicas e tratamento de químio e radioterapia.

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Atualmente, 350 crianças estão em tratamento contra a doença no Acre. O câncer no Brasil atinge entre 12 e 13 mil crianças, anualmente. Estima-se que em torno de 80% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas. Os cânceres mais frequentes na infância são a leucemia e tumores cerebrais.

Como forma de ajudar no tratamento e garantir uma permanência mais confortável aos pequenos, a brinquedoteca do Hospital do Câncer será ampliada nos próximos meses. A construção do novo espaço infantil que terá 120 metros quadrados foi um presente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), que vai arcar com todas as despesas da obra e do mobiliário.

Quando o respeito faz a diferença

O trato com os pacientes do Hospital do Câncer em Rio Branco exige peculiaridades que em outras unidades acabam sendo sufocadas pela pressa e frieza dos profissionais. O ambiente que concentra centenas de pessoas que lutam contra os efeitos letais do câncer sugere atuação de equipe diferenciada, movida, acima de tudo, pelo respeito e pela sensibilidade.

A equipe gerenciada pelo oncologista Antônio Carlos Vendette sabe disso - tanto que vem se tornando um dos maiores exemplos de humanização, amor e solidariedade no tratamento de pacientes com câncer. O médico conta com o apoio técnico do enfermeiro Fernando de Abreu Sampaio, responsável pelo serviço de atendimento paliativo da unidade, que também mantém o acompanhamento domiciliar dos pacientes. Além dele, o hospital dispõe de vários cirurgiões nas diferentes áreas da oncologia, e o radioterapeuta Miguel Guizzardi, considerado um dos melhores do país em sua área.

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DIRETOR do Hospital do Câncer, Antônio Vendette, destaca que o Acre tem uma estimativa de mais de 800
casos novos de câncer por ano

Para Antônio Vendette, o primeiro a integrar o grupo de especialistas no Acre, a maior dificuldade no combate ao câncer, tendo em vista a logística do Estado, é que as pessoas (muitas vindas de municípios de difícil acesso) procuram tratamento quando a doença já se encontra em um estágio avançado. Ele explica que o diagnóstico precoce ainda é a melhor arma contra a doença. Atualmente, 18 pacientes com câncer estão em fase terminal no Acre.

“Temos todas as ferramentas nas mãos, mas não podemos deter o tempo. Infelizmente essa é uma doença que precisa ser combatida o quanto antes. Os diagnósticos feitos cedo facilitam a cura. Caso contrário, a doença em seu estágio avançado exige o tratamento paliativo, o que pode ser fora da possibilidade de cura”, explica Vendette, destacando que a atenção especial do governo do Estado e a sensibilidade de Tião Viana, que ainda senador lutou pela implantação do Hospital do Câncer no Acre, foram e continuam sendo fundamentais para o sucesso alcançado no Hospital do Câncer.

Tratamento

O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranquila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença.

Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. O tratamento do câncer pode ser feito por meio de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea.

Atenção especial

Um dos diferenciais que garante maior celeridade terapêutica aos pacientes, entre tantos do Hospital do Câncer no Acre, é que a unidade não fixou tratamento apenas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, investe cerca de R$ 2,4 milhões por ano no tratamento do câncer. Com isso o número de mortes é reduzido consideravelmente, tendo em vista que o paciente não precisa enfrentar filas para a realização de procedimentos destinados ao diagnóstico e tratamento ontológico.

“Não temos filas de espera no hospital. Para se ter uma ideia, até um procedimento que costuma em outros Estados levar meses, ou mesmo anos, como é o caso da cirurgia de reconstrução mamária, aqui no Acre não existem pacientes aguardando para fazer esse procedimento, que pode ser realizado mensalmente na unidade”, destaca Vendette.

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Outro avanço apontado pelo oncologista em relação à Unidade de Alta Complexidade foi a implantação do Serviço de Microcirurgia para Reconstrução - único hospital da Região Norte a realizar esse procedimento. Através desse método a equipe médica, que inclui um profissional do Instituto Nacional do Câncer, pode reconstruir áreas afetadas pela doença. O programa de Residência Médica na especialidade de cancerologia também já é uma realidade no Hospital do Câncer.

As pesquisas e exames inovadores realizados para o combate à doença, que antes eram realizados somente nos Estados Unidos e Europa, como a pesquisa Protocolo RGP - Radioterapia Gencitabina Platiran, baseada em resultados de um estudo do Instituto Nacional do Câncer do México, revelam o potencial da unidade no Acre. Esse estudo, feito em pacientes portadoras de câncer de colo de útero no Estado, é pioneiro no Brasil.

Além de pacientes do Acre, a instituição também atende pacientes do sul do Amazonas e de Rondônia, haitianos que chegaram ao Brasil pela fronteira do Acre e até mesmo pacientes de outras regiões do país que têm familiares que moram no Estado.

Comentarios (1)add
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escrito por Werner , Maio 25, 2012
O TFD ainda é sim o carro chefe aqui no Acre, não temos a medicina de primeiro mundo que tanto se alardeia.
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