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Ora, balões! Imprimir E-mail
Escrito por José Roberto de Toledo   
04-Jul-2012

A popularidade de Dilma Rousseff subiu como um balão em junho. Insuflada pelo otimismo do consumidor, superou 50% de saldo positivo, pelo altímetro Ibope/CNI. Isso significa que, mesmo descontados os que não apreciam seu governo, ela tem a aprovação de mais da metade da população. Quem duvida se uma taxa dessas faz diferença pode consultar o recém-ex-presidente Lugo, do Paraguai. Fernando Collor também serve.

Que a situação financeira do eleitor é a ignição da popularidade presidencial todos os ocupantes do Palácio do Planalto podem atestar. Seus balões subiram ou caíram na proporção direta da capacidade de consumo da população. Quanto mais viva a tocha do consumo, mais alta a aprovação presidencial. Mas quando ela se apaga a queda é inevitável. Essa relação se repetiu em 9 a cada 10 vezes na última década no Brasil.

Como pode, então, a popularidade de Dilma seguir em alta se as projeções para o crescimento da economia só diminuem? Diferenças de percepção. Enquanto a evolução do PIB embica para baixo, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) segue em patamar elevado. Nos últimos meses, o otimismo do consumidor melhorou. Ele tem menos medo de perder o emprego e da inflação, além de manter-se confiante quanto à sua renda.

A queda da taxa de juros real ajudou a reforçar essa perspectiva otimista. Nos últimos três meses, a aprovação de como Dilma está lidando com o custo do dinheiro deu um duplo mortal carpado: saltou de 33% para 49%, superando pela primeira vez em seu governo a taxa de desaprovação (41%). É mais um sinal de que valeu o risco assumido pela presidente ao mudar as regras da poupança - e, assim, abrir espaço a uma queda maior dos juros.

Em algum momento no futuro haverá um ajuste das expectativas. Dependendo de sua intensidade, a desaceleração da economia pode acabar contaminando a percepção do consumidor e, por tabela, murchar o balão de Dilma. Mas nada indica que, se isso ocorrer, será de forma abrupta. Ao contrário, as curvas do INEC sugerem que o brasileiro assimilou os ciclos de expansão e retração do País e já faz suas contas pensando nisso.

Ou seja: o balão presidencial estaria suficientemente alto para que Dilma fosse um bom cabo eleitoral durante as eleições municipais. Mas a presidente não dá sinais de que vai entrar de cabeça na disputa, como fez e faz Lula. É fato que, quando o PT precisou, Dilma deu a Secretaria de Saneamento do Ministério das Cidades para ajudar a cooptar o apoio de Paulo Maluf em São Paulo. Mas ela não apareceu na foto.

Manter a distância regulamentar da política explícita evita que Dilma perca ar quente do seu balão. É também uma necessidade. Cabe à presidente zelar pelo equilíbrio de forças entre os partidos de sua base, principalmente entre PT e PMDB. As duas siglas disputam em 2012 a hegemonia do poder municipal e as bases para eleger maiores bancadas na Câmara dos Deputados em 2014. As tensões são altas. Mexer pode dar choque.

Céu paulistano. Em São Paulo, os balões de Fernando Haddad (PT) e de Gabriel Chalita (PMDB) não sobem nem com gás hélio. Enquanto isso, o de Celso Russomanno (PRB) vai cada vez mais alto no céu. Em tese, o apresentador da TV Record está no ápice: não pode mais apresentar-se regularmente no vídeo e, quando o horário eleitoral começar, ele terá bem menos tempo que os concorrentes. Mas e se o balão de Russomanno não murchar?

É simples: não sobra espaço para os de Haddad e Chalita subirem. O Datafolha mostrou que Russomanno é o mais forte, por enquanto, entre o terço do eleitorado que se diz simpatizante do PT. Praticamente 3 em cada 10 petistas declaram voto no apresentador depois de ver seu nome na cartela de possíveis candidatos. Haddad não consegue nem a metade disso. Com menos intensidade, o fenômeno se repete com o PMDB de Chalita.

Para Haddad e Chalita subirem, o candidato do PRB precisa cair. Mas, por enquanto, Russomanno cumpre um papel importante para o PT: evita o “já ganhou” em torno de José Serra (PSDB). Metade dos eleitores que declaram voto em Russomanno diz que não votaria no tucano de jeito nenhum. Mas se a outra metade se bandeasse para o candidato do PSDB começariam as contas sobre a chance de Serra vencer no primeiro turno.

Ao preencher esse espaço, o atual segundo colocado mantém a disputa aberta. O problema dos petistas é que Russomanno está cada vez mais à vontade no papel.

Jornalista

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