Documentos obtidos com exclusividade pelo jornal Página 20 revelam que a declaração de bens feita à Justiça Eleitoral pelo candidato a prefeito de Rio Branco pelo PSDB, Tião Bocalom, é falsa. Com patrimônio pessoal avaliado em R$ 1,149 milhão, valor 115% superior ao registrado há dois anos, quando dizia ter bens avaliados em R$ 534 mil, o tucano incluiu na declaração patrimonial enviada este ano ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE) dois terrenos que na verdade não pertencem a ele.
Professor do ensino médio, com salário de R$ 2,6 mil mensais, Bocalom não apenas enfrenta dificuldade em justificar tamanho patrimônio como não poderia adquirir imóveis destinados à reforma agrária.
Além da dificuldade em explicar patrimônio de R$ 1,14 milhão, tucano agora é suspeito de falsificar declaração de bens ao TRE
O lote de terra número 265, localizado no Projeto de Assentamento Pedro Peixoto e denominado Colônia Boa União, apesar de constar na declaração de bens do candidato, pertence na verdade ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A área está registrada em cartório no município de Senador Guiomard, no livro 02, sob a matrícula de número 2888, folha 01.
Consta no documento que o lote fora adquirido pelos agricultores Elias Borges da Rocha e Maria Domingas Simão da Rocha e alienado pelo Incra em forma de quitação de parcela restante. Demonstrativos de débito emitidos pelo órgão revelam que a dívida acumulada somava, em 2004, R$ 41.551,11, o que, segundo as cláusulas contratuais, impediria sua venda a terceiros.
Já o lote 264 está em nome do produtor rural Ailton Gomes da Silva, que acumula dívida de R$ 4.406,26 com o Instituto. Juntos, os lotes 264 e 265 somam 154 hectares e foram declarados pelo tucano no valor de R$ 400 mil.
Indícios de grilagem
Tião Bocalom pode ser acusado de grilagem em terras destinadas à reforma agrária e falsa declaração patrimonial à Justiça Eleitoral. O intuito poderia ser escamotear, de forma preventiva, um possível aumento de patrimônio caso vença a disputa eleitoral na capital do Acre.
O tucano começou na política local em Acrelândia, município do qual foi prefeito em três oportunidades.
Na condição de funcionário público estadual, Bocalom não poderia declarar como suas terras destinadas à reforma agrária.
Outro fator impeditivo é que os dois parceleiros assinaram contrato com a condição resolutiva de só comercializar os lotes após liquidarem integralmente o valor de seu débito com o Incra, o que não foi o caso.
Acho inclivel como alguém pode votar neste tipo de politico que alem de corrupto é mentiroso!