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Antes das eleições presidências em 2010 o cenário politico claramente indicava o provável retorno de mais um tucano a cadeira de presidente do Brasil. De norte a sul do país, Serra liderava disparadamente as pesquisas com uma imensa margem de diferença para o segundo colocado. As eleições foram se aproximando e o PT de Lula ousou em lançar Dilma Rousseff na disputa presidencial. A partir daí, o quadro foi modificando e a estratégica do PSDB acabou esquecendo a própria campanha – fato crucial; e focou ataques diretos contra Dilma.
A cada avalanche de terrorismo contra a petista, o Brasil foi conhecendo a vida pessoal e a luta daquela mulher, e aos poucos esquecendo Serra e se identificando com Dilma. Classificada como terrorista e acusada de praticar assaltos e sequestros, Dilma foi almejando cada família brasileira pela sua história de luta pela nação. Aos poucos, Serra foi caindo como água de chuva e o azarão do Partido dos Trabalhadores surpreendendo a cada nova pesquisa.
Por fim, o desespero tomou conta dos tucanos que acabaram sufocados nos próprios erros. Entraram convictos na campanha com o sentimento de “já ganhou”, ou melhor, “salto alto”. Não respeitando o adversário que surpreendeu nos debates e nas urnas. O gosto amargo da derrota dos tucanos é resumido simplesmente na própria arrogância e prepotência. Onde pagaram o preço caro pela falta de humildade e deveres básicos em uma eleição, entender a população.
O exemplo parece que a cada dia se repete nas eleições municipais de Rio Branco. O candidato tucano Tião Bocalom age igual e às vezes superior ao seu colega José Serra. Bocalom era o grande nome para vencer a disputa à prefeitura de Rio Branco. Sem concorrentes à altura, tudo caminhava enfim para sua vitória absoluta. Contudo, o PT novamente utilizou da mesma estratégia da eleição presidencial, erguendo o nome do jovem gestor Marcus Alexandre. A frente de campanha de Bocalom deixou de pedir votos na comunidade, abriu mão da simplicidade, esquecendo o povo e lançando uma bateria de ataques ao concorrente.
Impulsivos e bastantes convencidos, os tucanos não se preocuparam com o que o povo pensa e atitaram contra os próprios pés. Uma série de trapalhadas tucanas evidenciou o nível do candidato Bocalom. A não escolha de um candidato evangélico como vice demonstrou o convencimento que Bocalom não precisaria dos evangélicos para vencer a disputa. Em seguida, os comentários contra a campanha Álcool Zero – que reduziu a quantidade de acidentes e mortes no transito – expôs a preocupação dos tucanos com a vida. Logo depois, o plano de governo de Bocalom, que contém apenas quatro páginas, revelou o limite intelectual do candidato.
O estopim ocorreu com o discurso inflamado de Bocalom em um comício: “Vou dar uma surra de votos nessas eleições, será uma vitória esmagadora”. A pura arrogância em atividade é assim classificada pelo povo como um ato irresponsável. Para agravar a situação, os ataques aos católicos geraram mais desagregadores a sua campanha. Já não bastassem constantes equívocos, uma pesquisa Ibope foi censurada. O pedido partiu do próprio tucano, demonstrando desespero e inquietude com sua campanha.
Jornalista
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