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Apesar da tendência inflacionária dos últimos meses, do aumento da taxa de juros e das oscilações da bolsa de valores, o Brasil vive seu melhor período em três décadas. Na avaliação de economistas, que apontam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) como os países emergentes que poderão liderar a economia global no futuro, o Brasil está no caminho certo para atingir esse objetivo. Em recente reportagem, o importante jornal The New York Times enfoca essa questão, mostrando que, enquanto as nações mais ricas sofrem com os problemas da economia em queda, o Brasil está na contramão e vive uma onda positiva de crescimento. Os números não deixam dúvidas. Desde 2001, o país reduziu a desigualdade de renda em 6%, segundo o Banco Mundial: enquanto os 10% que mais ganham no Brasil viram sua renda crescer 7%, os 10% que menos ganham tiveram um aumento de 58% na renda.
Os analistas do jornal norte-americano deixam claro que o crescimento brasileiro não é coisa de momento, já que o país apresenta poucas vulnerabilidades, em comparação com outras nações emergentes. A começar pela sua base industrial, que possui um imenso potencial de expansão. O setor agrícola vive um “boom” e o país ainda dispõe de recursos naturais inexplorados. Haja vista as novas descobertas de petróleo, que, nas próximas décadas, devem inserir o país entre os maiores produtores do mundo.
Nesse cenário, também aumentam as ofertas de emprego no país. Em 2007, houve um crescimento de 5,8% nos postos de trabalhos formais, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. No entanto, a taxa de desocupação dos jovens no país ainda é preocupante. Segundo pesquisa recente da ONG Atletas da Cidadania, 45% dos desempregados do país pertencem a essa faixa etária. Esse é o momento ideal para corrigir essa distorção e, de quebra, assegurar a formação do capital humano devidamente qualificado e apto a contribuir para a desejada sustentabilidade do desenvolvimento. Fazendo sua parte, o CIEE atua em duas frentes. Uma é a do estágio, que complementa a formação de 300 mil estudantes dos ensinos médio, técnico e superior, que estão em treinamento em empresas e órgãos públicos parceiros. Outro é o programa Aprendiz Legal, que o CIEE desenvolve em parceria com a Fundação Roberto Marinho, beneficiando hoje quase 10 mil jovens entre 16 e 24 anos, que participam de programas de aprendizagem em empresas parceiras. Além da função capacitadora, o Aprendiz Legal também traz um lucro social importante. Todos são registrados em regime celetista e, com renda garantida, podem investir nos estudos e, em muitos casos, dar dignidade e cidadania às suas famílias, a exemplo do que acontece com o estágio.
Com o sucesso da economia, as empresas precisam cada vez mais investir na capacitação de mão-de-obra e o jovem aprendiz ou estagiário necessita de uma oportunidade para, com garra e ambição, vencer no competitivo mercado de trabalho.
* Presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp
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