Senador Tião Viana apoia a 171 associações e cooperativas estimulando produção familiar
Apoiando e votando a favor da lei que regulamentou o sistema das cooperativas de crédito no Brasil, o senador Tião Viana (PT-Ac) vem elaborando projetos e usando sua influência para garantir recursos para a realização de atividades estimulando as atividades em 171 cooperativas e associações na cidade, no campo e na floresta.
Dentre estes investimentos na economia social, podemos destacar seu apoio para que a Fundação Banco do Brasil financie a proposta de construção do galpão industrial que irá beneficiar as mais de 70 quebradeiras de castanha filiadas à Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos de Rio Branco (Cooparb) que geram ocupação e renda para moradoras do bairro Montanhês e comunidades próximas que se destacam por estarem entre as mais carentes da capital acriana.
“Só neste ano estamos com 16 projetos encaminhados à Fundação Banco do Brasil em busca da aprovação de recursos”.
Também trabalha para garantir, através de emendas individuais ao orçamento geral da União, recursos para executar mais de 100 projetos que estão em conclusão. Cada projeto solicita uma média de R$ 100 mil para investimentos”. Afirma o senador Tião Viana que complementa: “Entendo que o cooperativismo é o sistema mais rápido e barato para gerar ocupação e renda que estimulam o desenvolvimento de nosso Estado!”
Cerca de 70 projetos restantes estão sendo elaborados pelas equipes de prefeituras, secretarias do governo do Estado e organizações não governamentais que atuam em parceria com o gabinete do senador para garantir qualidade na construção de tantos projetos e assim, facilitar sua aprovação pelas instituições financiadoras.
O novo Acre - Tião lembra que nestes dez anos em que a Frente Popular vem administrando o Estado, praticamente oito foram utilizados para corrigir os graves problemas administrativos e sociais então existentes e para criar uma infra-estrutura que sirva de base ao desenvolvimento de uma nova economia tendo a população urbana, rural e florestal como principal beneficiada.
“A experiência nos mostrou que se simplesmente investirmos no modelo tradicional de desenvolvimento baseado na indústria e nas grandes empresas, precisaremos de um grande volume de mão de obra especializada, a qual ainda não temos, então isso não ajudaria muito a nossa população”, explica Tião.
Por isso se faz necessário buscar sistemas alternativos de desenvolvimento, como esclarece o senador: “Quando olhamos com atenção para a economia da Europa e da Ásia, não é o caso da China, vemos que eles dedicam muita atenção e apoio ao cooperativismo porque isso estimula a organização dos produtores e facilita a liberação de créditos coletivos que melhoram a produção em quantidade e qualidade beneficiando diretamente um número muito maior de pessoas”.
Nesse sentido, a equipe de seu gabinete e ele, pessoalmente, vêm buscando estreitar seu relacionamento com comunidades indígenas, seringueiras, agricultores e pescadores para conhecer suas dificuldades e elaborar projetos que atendam suas necessidades. São fábricas de gelo para os pescadores, casas de farinha para os agricultores, abatedouro de aves e outros investimentos de custo relativamente baixo, mas de grande importância para estimular o desenvolvimento econômico dessas comunidades.
Pequenas grandes coisas - “Quando investimos na construção de uma casa de farinha para atender a um grupo de produtores que estão organizados em associação ou cooperativa, estamos realizando um atendimento social muito importante, porque na verdade estamos estimulando o crescimento de uma atividade que eles já sabem fazer, isso melhora sua renda e garante a fixação dessas pessoas às suas propriedades”.
O apoio se confirma no fato de que em suas emendas individuais ao Orçamento Geral da União para 2009 destinou R$ 8,5 milhões a fim de executar 85 projetos para diferentes comunidades. Outros R$ 2,5 milhões estão sendo destinados à construção de mais 102 modernas casas destinadas à produção da farinha de mandioca.
Democratização da renda - “Noutro dia eu mesmo fiquei surpreso quando ao examinar o relatório geral de todos estes projetos para atender as cooperativas e associações, constatamos que quando todos estiverem em pleno funcionamento mais de 40 mil pessoas estarão sendo beneficiadas direta e indiretamente”, destaca Tião.
Lembrando que a consolidação desses projetos de estímulo ao desenvolvimento depende da liberação de créditos por instituições financiadoras oficiais, dentre as quais destacou a Fundação Banco do Brasil e o Banco da Amazônia.
Realçou a importância da liberação de créditos do BB, para a mecanização da terra por pequenos produtores, lembrando o casos dos plantadores de amendoim de Senador Guiomard e os produtores de leite de Rio Branco, Acrelândia e Plácido de Castro.
“Para nós que defendemos a sustentabilidade, a mecanização é hoje uma necessidade porque permite o reuso continuado da terra, aumenta sua produtividade e diminui a necessidade da realização de derrubadas de floresta para abrir novas áreas de cultivo. Em resumo, todos ganham com isso”.
Pesquisa e desenvolvimento - Lembrou que a ação de instituições de pesquisa como a Embrapa também são fundamentais para viabilizar as atividades econômicas da produção familiar rural e florestal, destacando que para cada um real investido em pesquisa, geram se mais de R$ 40 na economia.
Assim o manejo dos ativos ambientais num estado que tem menos de 15% de suas florestas tocadas pelo homem, será possível graças à orientação dessas pesquisas, como também da ação prática de organizações não governamentais que já estão ensinando e estimulando os produtores rurais e extrativistas a reflorestarem áreas degradadas ou enriquecer a própria floresta. Isso feito através da criação de sistemas agroflorestais e com plantios de açaí, outras frutas e essências regionais dentro da própria floresta melhorando seu resultado econômico.
“Só vamos substituir a pecuária quando os produtores familiares e extrativistas obtiverem lucros a partir dos produtos florestais e esse é um dos sonhos que estamos perseguindo. A Cooperacre, por exemplo, vai industrializar e comercializar, neste ano, 60% de toda castanha colhida no Acre. Na prática, isto garantirá mercado e melhoraria no valor do produto e os maiores beneficiados serão as famílias que vivem da floresta”.
Otimizando a produção - Lembrando ainda que quando a Frente Popular assumiu o governo do Acre, há dez anos, a maior parte da madeira que saía do Estado era ilegal ou retirada de áreas de desmatamento. Hoje essa situação corrigida com mais de 80% de toda madeira vindo de áreas de manejo florestal. Também já não saem mais em toras ou pranchas, mas transformada em tábuas.
“O próximo passo é garantir que a maior parte dessa madeira saia do Estado na forma de produtos como móveis, artesanatos e outros objetos que além de gerar mais emprego e renda terão um valor de mercado muito maior”.
Nesse sentido, justificou o apoio que vem sendo dado por seu gabinete e pelo governo do Estado a entidades de economia coletiva como a Cooperfloresta, cuja função é beneficiar e comercializar a produção de madeira das mais de 300 famílias manejadoras comunitárias. Também é o caso da Coopermóveis em torno da qual se reúnem mais de 30 pequenas marcenarias familiares.
Pequeno grande negócio - O senador Tião Viana esclareceu que: “As soluções não vem de uma bola mágica! Exigem esforço conjunto e dedicação. Acredito na eficiência da micro economia como solução mais viável e mais barata para promover a inclusão social através do sistema de desenvolvimento sustentável que estamos construindo no Acre onde as pessoas ao invés de tornar-se dependentes do sistema atuam como agentes de sua auto-suficiência!”.
Tião aproveitou para exemplificar: “A criação de peixes nas pequenas propriedades rurais é um imenso potencial que temos e estamos ajudando a desenvolver. Só com o apoio que temos dado a algumas organizações de piscicultores a produção de pescado aumentará em mais de 250 toneladas deste para o ano que vem. Esse potencial também precisa ser estimulado na movelaria, a produção de leite, criação de frangos e o cultivo de frutas típicas de nossa região!”
Costurando a auto-suficiência - Também tem investido no apoio a várias comunidades de mulheres que tiram seu sustento da costura, bordados, fabricação de redes e outras atividades de agulha e linha. Um exemplo prático disso é a liberação de dinheiro da FBB para que as costureiras da cooperativa Convicta, em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, conseguissem realizar seu sonho de comprar máquinas de costura mais moderna e montar sua malharia.
Outros grupos de costureiras estão sendo apoiadas em Rio Branco, Capixaba, Porto Acre e Manoel Urbano. Também recebem apoio iniciativas como a criação de padarias comunitárias e a fábrica de leite de castanha idealizada pelos moradores da Colônia Cinco Mil.
Organizados em sistema de associações e cooperativas comunidades recebem apoio de Tião Viana para consolidar o turismo em Rio Branco, Xapuri e Brasiléia. É uma ação em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo, Esporte e Lazer (Setul) estão instalando serviços de pousadas e criando condições para prática de esportes radicais como o arvorismo.
Crédito é fundamental - Segundo Tião Viana seu apoio à Aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS 293) foi natural porque compreende a importância das cooperativas de crédito para facilitar o acesso dos produtores ao dinheiro que necessitam para suas atividades.
“A sustentação e, principalmente, o crescimento da economia depende de créditos e as cooperativas conseguem fazer essa liberação de maneira mais rápida, menos burocrática e a um custo muito mais baixo para que seus associados possam fazer investimentos. É disso que o Brasil precisa para vencer a crise. Essa agilidade só é possível porque as cooperativas conhecem seus associados, sabe onde eles moram, como trabalham, se o investimento é adequado e se vão ter condições de pagar o empréstimo. Cooperativas estão mais próximas das pessoas, seu dinheiro movimenta a economia das comunidades em que estão implantadas e por isso estimulam o desenvolvimento regional de um modo mais justo”.
Ações consolidadas - Dentre os 14 projetos que vem sendo apoiados pelo gabinete do senador Tião Viana diretamente com as cooperativas, merecem destaque a das costureiras da Convicta de Cruzeiro do Sul no Vale do Juruá onde além da compra de máquinas para montar sua malharia. A FBB também garantiu para aquelas costureiras um curso de fabricação de bolsas que será ministrado no início deste mês de maio por um desgin de Brasília.
Para a cooperativa do ,município de Manuel Urbano já está concluída a construção do abatedouro de aves, bem como equipamentos para as costureiras e bordadeiras que produzem redes artesanais.
Já as mais de 70 quebradeiras de castanha da Cooparb aguardam a aprovação da proposta de mais de R$ 400 mil para a construção de seu galpão e cozinha industrial. Para elas, Tião também intermediou a concessão de 22 anos para que construam seu galpão em terreno de três mil metros quadrados cedido pela Companhia de Habitação do Estado do Acre (Cohab-Ac) no bairro Montanhês, graças a uma parceria com a prefeitura.
Projetos em Andamento
Entidade/ Município/ Ação
Cooperbem / Capixaba /Costureiras comunitárias e fruticultores
Grupo de costureiras comunitárias /Porto Acre /Costureiras, fabricação de doces e salgados
Associação dos moradores do bairro Raimundo Melo /Rio Branco /Costureiras, fabricação de doces e salgados
Grupo de catadores e recicladores de vila Campinas /Plácido de Castro /Catadores do lixão reciclam além de produzir artesanato e entalhes em madeira
Associação dos moradores da vila do “V”/ Porto Acre /No projeto de Assentamento Humaitá – abatedouro de aves
Grupos comunitários /Rio Branco /Cursos e criação de linha de produção em costura, panificadora e lavanderia comunitária nos bairros Tancredo Neves, Lavocat e Defesa Civil
Associação Cantinho do Zito /Senador Guiomard /Construção de lacticínio , horta e casa de farinha
Grupos de jardinagem /Rio Branco /Grupos comunitários Nova Esperança (Bairro Belo Jardim), Euvaldo (Vila Acre), Belas Flores (ramal Itucumã), Força da Lua (Vila Apolônio Sales), Professor Fraca (Colônia 5000)
Associação dos Catadores Acresoqui / Senador Guiomard /Curso para a produção de bolsas pelos que trabalham com a reciclagem de lixo
Associação de mulheres um passo para a libertação /Rio Branco /Atuam na produção de artesanato com papel, corte e costura
Associação da Agulha /Bujari /Compra de um caminhão para ampliar o aproveitamento de resíduos do lixo
Associação dos produtores do ramal Abib Coury /Bujari /Melhoria na produção de doces e queijos regionais
Associação Mãos que produzem /Rio Branco /Melhorar a produção do bom-bons, biojóias e artesanato no Pólo hortigranjeiro Geraldo Mesquita
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O sistema OCB/SESCOOP.AC agradece ao Senador pela parceria nos empreendimentos cooperativistas e por acreditar que esta atividade economica tem muito à contribuir com a ocupação e geração de renda para as comunidades produtoras do nosso Estado.